Confissão da Pfizer: ausência de ensaios clínicos com grávidas e portadores de comorbidades graves

Agora que não restam dúvidas que a vacina não protege da transmissão e tem mesmo um efeito negativo na infeção pela variante Ómicron, qual deveria ser a população alvo da vacinação? Apenas as pessoas que são suscetíveis de fazerem uma forma grave da COVID.

Na Europa, para além da idade, os fatores agravantes da COVID são comorbidades tais como os distúrbios cardíacos, a diabetes e o cancro. Vou apresentar um documento oficial que mostra que todas estas comorbidades raramente foram incluídas no ensaio clínico da Pfizer que serviu de base à autorização condicional da vacina (impossibilitando qualquer conclusão sobre a eficácia da vacina para esta categoria de indivíduos).

Num artigo precedente detalhei algumas das limitações e problemas importantes encontrados no ensaio clínico da vacina contra a COVID-19 da Pfizer. Neste vou confirmar que a vacina que está a ser administrada foi testada não tendo em consideração os maiores fatores de risco em termos de comorbidades.

No relatório enviado pela Pfizer à Agência Europeia de Medicamentos (EMA) em 25 de novembro 2021 (Risk Management Plan da vacina Comirnaty da Pfizer), eles próprios confirmam que não têm dados sobre as mulheres grávidas ou que aleitam, que não têm informações sobre as pessoas com a maiorias das comorbidades graves da COVID e ainda que desconhecem possíveis interações com outras vacinas (como a da gripe). Dizem assim “Informação em falta: a vacina não foi estudada nestes indivíduos devido à sua exclusão inicial do estudo clínico principal”.

Vejamos em detalhe cada caso (todas estas tabelas foram retiradas do dito relatório).

  1. Mulheres grávidas ou que aleitam

É inaceitável que a Direção-Geral da Saúde tenha emitido recomendações para que a vacinação das mulheres grávidas seja feita após as 21 semanas de gestação, quando o próprio fabricante da vacina reconhece que “o perfil de segurança da vacina não é conhecido em mulheres grávidas ou lactantes devido à sua exclusão do estudo clínico principal. Pode haver mulheres grávidas que optam por ser vacinadas apesar da falta de dados de segurança”.

  1. Pacientes imunodeprimidos

Exemplos de pessoas com sistema imunitário enfraquecido incluem aquelas com cancro, HIV / SIDA e pacientes transplantados.

  1. Pacientes frágeis com comorbidades como a obstrução pulmonar crónica, diabetes, doenças neurológicas crónicas e distúrbios cardiovasculares

Na verdade, a vacina foi estudada em indivíduos com doenças crónicas estáveis (por exemplo, hipertensão e obesidade), no entanto, não teve em conta indivíduos frágeis com comorbidades graves como estas patologias que podem comprometer o sistema imunitário.

  1. Pacientes com doenças autoimunes ou inflamatórias

As doenças autoimunes mais comuns são: artrite reumatóide, psoríase, artrite psoriática, lúpus e doenças da tiroide (hipertireoidismo e hipotireoidismo).

Algumas doenças inflamatórias comuns são: diabetes tipo 1 e 2, asma, artrite reumatóide, obesidade, doenças de Alzheimer e Parkinson e cancro.

  1. Interação com outras vacinas

Nenhum ensaio clínico foi realizado para validar a interação com outras vacinas (como a da gripe).

E mais uma vez o Serviço Nacional de Saúde não se coibiu de incentivar a vacinação simultânea contra a COVID e a gripe (atenção: devem ser administradas em locais anatómicos diferentes!), sem qualquer base científica.

  1. Dados de segurança a longo prazo

Como é do conhecimento geral, é impossível prever os efeitos adversos da vacina contra a COVID a médio e longo prazo.

Mas mais problemática ainda é a afirmação de que “neste momento, os dados de segurança 2 meses após a dose 2 estão disponíveis para aproximadamente metade dos pacientes que receberam a vacina de mRNA COVID-19”. Portanto, 50% dos pacientes do ensaio clínico não foram seguidos mais do que 2 meses!

A ausência destes dados teve consequências terríveis a médio prazo em 2 outras vacinas recentes: contra os vírus da Dengue e do H1N1.

A vacina contra a Dengue, dos laboratórios Sanofi (Dengvaxia), é um exemplo perfeito do que pode ocorrer quando os protocolos de segurança a longo prazo não são respeitados antes da comercialização em massa.

Os resultados iniciais do ensaio clínico da vacina Dengvaxia (quando analisados por cientistas independentes) eram medíocres: 56% de eficácia após dois anos (claramente, quase metade das crianças que receberam a injeção não estavam imunizadas), e esse número caía significativamente nos anos seguintes. Acima de tudo, um risco significativo aparecia nas crianças mais novas: estas tinham uma probabilidade quase oito vezes superior de adoecer gravemente após a injeção da vacina. Várias mortes eram inexplicáveis, no entanto, o fabricante concluiu que os resultados indicavam que os números e as causas de morte eram “consistentes com as taxas de mortalidade da sua coorte”.

A campanha de vacinação contra a Dengue nas Filipinas teve início em fevereiro de 2016, mas foi suspensa em dezembro 2017, quando aumentaram as suspeitas de que a vacina poderia estar a causar infeções mais graves em pessoas que nunca tinham tido a doença. Um ano depois, o Ministério Público acusou a Sanofi de ser responsável pela morte de centenas de crianças.

O vírus da Dengue opera de acordo com um mecanismo singular: ADE (Antibody Dependent Enhancement – facilitação da infeção por anticorpos), pelo qual os anticorpos desenvolvidos durante uma primeira infeção de Dengue (lembremos que a vacina reproduz uma infeção) podem voltar-se contra o nosso organismo durante uma segunda infeção de uma variante diferente, fenómeno que ajuda o vírus a ultrapassar as barreiras do sistema imunitário (por isso é que geralmente é a segunda infeção que é fatal). Certos especialistas como Jacques Fantini já alertaram que este fenómeno poderá ser a explicação para a atual explosão do número de infetados com o SARS-CoV-2 entre a população vacinada (com a variante inicial de Wuhan).

Um segundo exemplo é a vacina Pandemrix (desenvolvida pela GlaxoSmithKline – GSK) contra o vírus H1N1 (também designada por Gripe A). A OMS declarou a “pandemia” em junho de 2009 (declarou-a terminada em agosto de 2010) e esta vacina foi aprovada para uso pela Comissão Europeia em setembro de 2009.

A Suécia e a Finlândia foram países que de imediato começaram campanhas de vacinação massivas (incluindo crianças e adolescentes que, tal como agora para a COVID, não tinham qualquer risco acrescido ao contrair o H1N1).

Nestes países, centenas de crianças e adolescentes foram afetados pela narcolepsia, um distúrbio do sistema nervoso central caracterizado por sonolência diurna excessiva e manifestações anormais de sono de movimento rápido dos olhos (basicamente, podem adormecer a qualquer hora, em qualquer lugar): esta doença incurável torna-se uma verdadeira desvantagem social e profissional.

Anos mais tarde, vários estudos chegaram à conclusão que um aumento na incidência da narcolepsia foi observado nestes países: durante o primeiro ano após a vacinação, o risco relativo de narcolepsia aumentou 5 a 14 vezes em crianças e adolescentes e 2 a 7 vezes em adultos; o risco atribuível da vacina em crianças e adolescentes foi de cerca de 1 por 18.400 doses de vacina.

Dezenas de ensaios clínicos da vacina contra a COVID da Pfizer estão ainda a decorrer ou previstos nos próximos anos, para colmatar esta multitude de lacunas. Os protocolos de segurança estabelecidos foram claramente contornados: até finais de 2020, a comercialização de qualquer vacina era autorizada (em população geral, fora do âmbito dos ensaios clínicos) unicamente quando a fase 3 de todos estes ensaios era terminada com sucesso.

Concluindo, neste novo documento (que não é uma mera opinião dos cientistas baseada na leitura do protocolo do ensaio, mas sim as conclusões do próprio fabricante), a Pfizer confirma que a maioria dos participantes do ensaio clínico tinha um estado de saúde geral bom, ou seja, com um risco muito reduzido de desenvolver uma forma grave da COVID.

Para além da ausência de dados científicos sobre as mulheres grávidas ou que aleitam e a interação com outras vacinas (como a da gripe), incluíram ainda um número reduzido de indivíduos com certas comorbidades graves (tais como distúrbios cardíacos, diabetes, cancro, etc), factos que não permitiram tirar qualquer conclusão sobre a eficácia e a segurança da vacinação para esta população alvo (como a própria Pfizer confessa). A ausência de dados de segurança a longo prazo faz-nos correr riscos análogos aos provocados pelas vacinas contra a Dengue e H1N1.

Não se sentem um pouco cobaias? É assim que nascem os escândalos de saúde pública!


Carlos Antunes

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Latest comments

  • A inclusão de grávidas, crianças e adolescentes num estudo clínico, põe necessariamente problemas éticos.
    No que respeita às crianças, muitas vezes os médicos tiveram (e têm) que adaptar a dose dos adultos, precisamente por faltas de medicamentos com dosagem especificamente pediâtrica. Também no que respeita à gravidez e amamentação, não é raro ler no folheto informativo do medicamento que o uso é controindicado pela falta de dados disponíveis. É uma informação útil para o uso apropriado e seguro do produto.

    • Lista não exaustiva de ensaios clínicos Pfizer (a decorrer ou previstos no futuro) que incluem unicamente “mulheres grávidas” (visivelmente a Pfizer não tem os “problemas éticos” de que fala) e para os quais nenhuma publicação científica (com dados intermédios) se encontra disponível (entre parêntesis a data final prevista para os mesmos):

      – C4591009 (planeado, final previsto para 31/10/2025)
      – C4591010 (a decorrer até 30/09/2024)
      – C4591011 (planeado, final previsto para 31/12/2023)
      – C4591015 (a decorrer até 30/04/2023)
      – C4591021 (a decorrer até 30/09/2024)

      O que “é controindicado pela falta de dados disponíveis”, não pode ser recomendado pelas autoridades oficiais.

      Em relação às crianças e adolescentes, recomendo a leitura de um artigo anterior:

      https://inconveniente.pt/vacina-contra-a-covid-19-mitos-e-quimeras/

      • Clarificar.
        Também me identificava como Carlos, mas a partir de agora passarei a ser Carlos A.
        Ainda bem que temos mais um participante.

        • Carlos Antunes para ser mais preciso 🙂

  • A pfiser confessa não ter feito ensaios clínicos suficientes (nada que não soubéssemos já), mas os portugueses que não se preocupem, pois temos inigualáveis especialistas, conselheiros (e videntes?). Estas empresas sempre podem vir a Portugal perguntar aos nossos sacerdotes se os produtos que criam são seguros e aconselháveis, mesmo sem ensaios clínicos.
    .
    “Não se sentem um pouco cobaias?”
    Porquê?.
    Quem foi vacinado ficou imune ao sars-cov-2. Como consequência, já adquirimos imunidade de grupo. As pessoas vacinadas até parece terem a vantagem de ir ter com o criador mais depressa e daqui a uns tempos o vírus desaparecerá. Aquele vírus que ainda não foi isolado e esterilizado, mas que o rt-pcr, o melhor teste de diagnóstico criado até hoje, consegue identificar. Portanto a planedemia deverá estar quase a terminar… a não ser que as mutações, não provocadas pelas “vacinas”, obriguem o pessoal, ao pequeno almoço, à sua dose diária de “boost” (que chique…) “vacinal”. Não esquecer de escolher lotes inofensivos.
    Segundo o ourworldindata.org 93% (mais de 9 milhões) de portugueses está a participar livremente nestes ensaios. Coragem não falta aos tugas e até pagam para participar, num processo, irreversível.
    vantagem. Os povos mais pobres que agora não têm acesso às vacinas, quando chegar à sua altura, terão resultados mais aprimorados sobre as vantagens e desvantagens das vacinas. Tenho a certeza que agradecer-nos-ão.

    Passo de Carlos a Carlos2 🙂

  • No https://www.howbadismybatch.com os portugueses podem ver o efeitos adversos que as vacinas provocaram.
    Ao levarem a “vacina” foi-lhes dado um papel/cartão no qual consta o numero do lote. ex zp5893.
    Escrevam o código no rectângulo por baixo de “Check out your …….(*) batch code” e cliquem em “Clear”
    1ª coluna, é o código do lote, 2ª coluna, são os efeitos adversos, 3ª coluna, as mortes, 4ª coluna, incapacidades e 5ª coluna, doenças que ameaçaram/ameaçam a vida
    .
    * moderna
    https://www.howbadismybatch.com/modernaforeigndeaths.html
    .
    * Pfizer
    https://www.howbadismybatch.com/pfizerforeigndeaths.html
    .
    * Jansen
    https://www.howbadismybatch.com/janssenforeigndeaths.html

    • Obrigado pelo site… Facilita a pesquisa no VAERS 🙂

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