Comunismo em três passos: vírus, doses e certificados

Em tempos de emergência comunista, onde há poucas evidências científicas e as que existem são rapidamente escondidas debaixo do tapete do terrorismo da indústria de audiências, a coitada da ciência fica paralisada na complexidade do seu método.

O discurso oficial, aquele que nos é empurrado diariamente goela abaixo com falsos contraditórios (porque o gado tem de ser guiado), advoga agora que, se não fossem as doses da pica experimental, o vírus poderia ser pior e que é preciso sempre mais uma dose e um “certificado” – sobretudo para “fazer a diferença entre os que têm e os que não têm”, como disse há dias um respeitável senhor do nosso regime.

Se correr tudo mal, a culpa será dos cidadãos e dos governos, comprovando-se, assim, que é necessário concentrar mais poder e controlar mais as pessoas. Todo este alarmismo político-mediático chega-nos de modo uniformizado e omnipresente, de cima para baixo. Insiste em ameaças globais, cuja real proporção ninguém sabe ao certo; autoriza, à condição de emergência, uma injeção, cuja segurança ninguém sabe se existe; pretende controlar problemas que ninguém sabe se irão acabar; impõe “certificados” que ninguém diz para que servirão. Este alarmismo, reitero, concorre para um único efeito: concentração de poder.

Poder é da conta da política. Em política, é vulgar que as propostas nominais e as suas justificações não correspondam aos objetivos reais de poder. Explicando de forma simples: quando um partido defende os direitos dos cidadãos (o que é cada vez mais raro, diga-se), o objetivo não são os direitos em si, mas o poder que ganhará com os votos pedidos. Por esta razão, é do seu interesse que o debate público se centre na validade ou eficácia das medidas, restrições, benesses, e ignore quem em concreto irá ganhar poder com cada lei ou decreto.

Com efeito, quando dizem que um “certificado digital” serve para incentivar a tomada da injeção ou para aumentar a confiança das populações – o que por si só já é uma chantagem psicológica macabra –, os donos disto tudo nunca dirão que isso servirá para lhes conferir outros poderes, nomeadamente por meio dum sistema em que, além da identificação pessoal e das injeções, também dinheiro, seguros, coimas, impostos, poderão ser ligados a uma base de dados central. Ou seja, se não tivermos tudo “em ordem” perante um Estado fiscalizador, dirigido pelo socialismo corrupto, não poderemos sequer comprar uma água ou umas cuecas. Mas, claro, tudo em nome da saúde, da liberdade, da igualdade e da fraternidade.

É evidente que isto não acontece da noite para o dia e de modo linear e simultâneo: o processo será progressivo. Mas a caixa de Pandora foi aberta. Como há um ano foram abertos outros precedentes que agora se estão a transmutar de forma rampante no cumprimento das outrora apelidadas “teorias da conspiração”, também daqui a relativamente pouco tempo serão igualmente transmutados os que estão agora a ser abertos.

Para aqueles que dizem ter confiança na “ciência”, nas “instituições” e na “humanidade”, bastaria que trocassem as medidas de pretenso combate à pandemia por “comunismo” para que se apercebessem rapidamente do esquema: se correu bem, afirma-se que foi o comunismo; se correu mal, justifica-se que podia ter sido pior!… As pessoas precisam de mais comunismo para serem mais comunistas e para que o comunismo funcione… E como sabemos que o comunismo vai funcionar? Sendo comunistas.

As pessoas só não fazem esta simples analogia porque a razão não funciona coletivamente. Os cidadãos demitem-se da responsabilidade individual do conhecimento e preferem consensos falsos à solidão da verdade. O que é para fazer? – perguntam civicamente às autoridades, cansados de tentar compreender a situação e ter de aguentar o estado de inquietação.

O comunismo, ao contrário do que julgam, está mais vivo do que nunca. É um movimento político e uma cultura que, tal como um vírus, se encontra em constante mutação (é essa a sua essência e a sua força) e está a infetar silenciosamente o mundo inteiro. Mas parece que já nem uma analogia com esta eficácia é apreendida com facilidade.

O principal objetivo do comunismo, tal como profetizou Antonio Gramsci, é que todos sejam comunistas sem o saberem, ou como diz o presidente do Fórum Económico Mundial: “Em 2030 não possuirás nada e serás feliz”. Entretanto, teremos perdido definitivamente os direitos e liberdades dados por garantidos e deixado as sementes totalitárias como legado para os nossos filhos e netos.


Maciel Rodrigues
Diretor-Adjunto

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Latest comments

  • No Brasil se vê o mesmo cenário,com a mídia manipulando e amedrontando,contribuindo para que o povo peça por mais vacinas,mais controle e até punição para que não haja de acordo com a agenda deles.
    O comunismo aqui é idolatrado pelos jovens universitários e pelos velhos doutrinados/doutrinadores.

  • Excelente artigo. Se um remedio for muito amargo e mais facil aceita-lo as gotas. E precisamente o que esta a acontecer um pouco por toda a parte. Infelizmente as pessoas nao sao suficientemente inteligentes e facilmente esquecem-se do passado e ate do presente. As noticias nos jornais e TV’s (umas reais e outras inventadas), a curto prazo, sao esquecidas.

  • Excelente artigo. Acho que melhor é muito difícil.

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