Climatismo: causa nobre ou mentira deslavada?

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Os “activistas” climáticos protestam e exigem o fim da queima de combustíveis fósseis, atacando museus, bancos, políticos, etc. com latas de tinta vermelha ou verde, fazendo parar o tráfego e adoptando outras formas de protesto exasperantes que deviam fazer-nos pensar seriamente sobre o rumo que as coisas estão a tomar.

Depois de Fernando Medina, foi a vez de Luís Montenegro ser “baptizado” com tinta verde em plena campanha eleitoral, em 28-2-2024. E ele, a vítima do acto de vandalismo, ainda sente necessidade de se justificar perante as câmaras, dizendo que tenciona, se for eleito, tomar medidas que vão ao encontro das exigências dos terroristas climáticos, em regra jovens que julgam estar a lutar por uma causa nobre, a da salvação do planeta. Mas a narrativa climática pode ser apenas uma mentira nobre ou política, na opinião de cientistas independentes como Steven Koonin, Judith Curry, Ian Plimer ou William Happer:

William Happer (nascido a 27-7-1939) é um físico americano especializado em Física Atómica, Óptica e Espectroscopia. É actualmente professor emérito de Física na famosa Universidade de Princeton e membro de longa data de um grupo consultor do governo dos EUA para questões de defesa. Também é membro fundador da CO2 Coalition, uma associação apartidária criada em 2015 com o objectivo de informar o público em geral e os decisores políticos em particular sobre a importância do dióxido de carbono para as nossas vidas e para a economia.

Foi pioneiro no desenvolvimento da Óptica Adaptativa, uma técnica que permitiu a realização de uma arma de defesa de raio laser de alta potência, capaz de destruir mísseis inimigos. De 1991 a 1993, Happer actuou como diretor do Escritório de Ciência do Departamento de Energia da administração de George Bush (pai). Foi demitido do Departamento de Energia em 1993 pela administração Clinton, após divergências sobre o buraco na camada de ozono.

Foi nomeado por Donald Trump em 2018 para o Conselho de Segurança Nacional com a missão de desmistificar a crença “científica” que liga as emissões antrópicas de dióxido de carbono ao aquecimento global. Acabaria por renunciar ao cargo em 2019 porque o seu plano para repor a verdade sobre a ciência climática não recebeu o apoio necessário da Casa Branca. Alguns membros da administração de Trump acharam que esse plano poderia prejudicar Trump na campanha para a reeleição de 2020, tal a popularidade e a eficácia da narrativa climática predominante que consegue, como se vê, ditar o voto e decidir quem governa um país como os EUA, e Luís Montenegro sabe disso!

Happer considera que a influência humana no clima é irrisória e o CO2 é, contrariamente ao que se propala, benéfico para a humanidade porque favorece o crescimento das plantas e reduz a necessidade de água na agricultura. Ele apresenta várias sugestões acerca das motivações e da necessidade da actual narrativa climática que considera ser uma mentira nobre ou política, sustentada pela ignorância, estupidez e ganância de alguns.

Se os histéricos “activistas climáticos” dedicassem algum tempo a estudar ciência a sério e não desperdiçassem o tempo com artes plásticas de muito mau gosto como pintar políticos, poderiam estar do lado certo da barricada, trabalhando por um mundo melhor! Mas os políticos têm muita culpa porque são eles que andam a doutrinar os jovens, e a tinta com que pintaram cenários apocalípticos cai-lhes agora em cima.

Happer tem dado várias palestras e entrevistas que estão disponíveis no Youtube. Escolhemos a palestra que ele deu em Setembro de 2023 em Brisbane, Austrália, a convite do IPA (Institut Of Public Affairs).

Henrique Sousa

Editor para Energia e Ambiente do Inconveniente

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Sub-diretor do Inconveniente

Latest comments

  • É a “Geração Rasca” no seu melhor! É preciso fazer CV, e agora o nº de detenções por “activismo” dá nota positiva no CV!
    Narrativas há muitas e para todos os gostos. Cada qual tem as suas, falta a “balança” para as comparar.
    E o Celito Selfies, lá do seu miradouro que tudo vê e comenta, apenas lamenta a “monotonia” causada pela falta de imaginação dos rebeldes.
    Pois é Celito, como se não bastassem os teus discursos iterativos a azucrinar a malta, ainda vêm estes parvos armados em pintores!
    Eles começaram por atacar monumentos, edifícios, governantes e opositores. Vão variando a cor e o tipo de alvo.
    Será que quando o pintarem durante uma selfie ele ainda vai achar “monótono” ?

  • A apatetada reacção do atingido, Montenegro, conjugada com declaração, sobre este assunto, do tiroliro de Belém dá-nos uma ideia sobre o quilate da eventual alternativa que a “ah dê” constitui à miserável governação(?) que temos tido e ameaça continuar.

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