Cismeira de Biden #2

“Os compromissos que assumimos devem tornar-se reais”, disse Joe Biden no dia 23-4-2021, durante a cimeira virtual do clima convocada por ele, e para a qual convidou dezenas de chefes de estado.

“Compromisso sem nós é apenas muito ar quente, sem trocadilhos”, acrescentou. Ar quente sem trocadilhos porquê? Quereria Biden dizer que os esforços dos outros países de nada valeriam se os EUA não se comprometessem com a redução de ar quente (aquecimento global)?

Vladimir Putin e Xi Jinping tomaram também parte na cimeira virtual e não se comprometeram em reduzir o ar quente. Mas estão dispostos a colaborar. Putin fez um apelo para que o mundo colabore na remoção avançada de dióxido de carbono e Biden respondeu, entusiasmado, que os EUA estão ansiosos por trabalhar com a Rússia e outros países nessa tecnologia.

Nem a China, nem a Rússia, cujos consumos per capita são inferiores ao dos EUA podem prometer seja o que for. Sabem que o seu desenvolvimento não se faz sem aumento da produção e consumo de energia. Os EUA consomem per capita 80 Mwh/ano, a Rússia 56 Mwh/ano e a China 27 Mwh/ano. O clima frio da Rússia e o clima económico da China não lhes deixam margem para fantasias com alterações climáticas.

Esta cimeira de Biden foi a primeira de uma série de reuniões de líderes mundiais – incluindo o G7 e o G20 – antes das negociações anuais da ONU sobre o clima em novembro na Escócia que fixará o prazo para quase 200 países atualizarem as promessas climáticas feitas no Acordo de Paris de 2015.

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