China e Europa de volta ao carvão

Segundo noticiou a Reuters em 11-10-2021, a aproximação do Inverno preocupa as autoridades chinesas porque, com o aumento da procura de produtos chineses após o aliviar da pandemia, as fábricas enfrentam problemas com cortes de energia elétrica relacionadas com a escassez de carvão, ao mesmo tempo que é necessário energia para aquecimento.

A crise energética chinesa pode afetar outros países como o Brasil, cuja produção agrícola depende de adubos produzidos na China. A solução passa por aumentar a extração de carvão das minas chinesas e aumentar a produção de eletricidade nas centrais a carvão.

Segundo relatou a mesma agência em 12-10-2021, as centrais elétricas a gás europeias, devido ao seu rendimento energético superior às de carvão, emitiam menos CO2/kWh e, portanto, pagavam menos pelas emissões. Isto deu vantagem às centrais a gás relativamente às de carvão, mas a subida do preço do gás já conseguiu inverter a situação, apesar dos preços do carvão e das emissões também terem subido.

Porém, antes das próximas negociações climáticas das Nações Unidas na Escócia, em novembro, a União Europeia tem encorajado grandes poluidores a comprometerem-se com metas climáticas mais ambiciosas e a afastarem-se da energia produzida a partir do carvão.

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