Brasil vs. Portugal: a relativização da verdade na Covid-19

A Agência Lusa preparou ontem, 16-3-2021, um take alarmante sobre as mortes por Covid-19 no Brasil.

A notícia foi difundida pelos média, no habitual copy+paste das redações portuguesas. E com maior destaque devido ao país irmão ser presidido por Jair Bolsonaro.

Contudo, consultado o Worldometer, verifica-se que o Brasil é o 24.° país do mundo com mais mortos por milhão de habitantes, com 1.322 óbitos, enquanto, Portugal é o 13.° do mundo com 1.642 óbitos por milhão de habitantes.

A notícia menciona apenas no sétimo parágrafo a “taxa de incidência da doença de 134 mortes e 5.522 casos por 100 mil habitantes”, mas omite a posição no ranking das mortos por Covid-19, tal como a posição de Portugal nessa fatídica ordem.

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  • Escalpelize-se onde no Brasil se morre que nem tordos e se escapa sem problema e ver-se-á que onde se aplica o chamado tratamento precoce “do Bolsonaro”, a coisa decorre sem problemas de maior. E, coincidências, nos locais em que reina a morte pela peste, o lockdown, a fome e as directrizes da OMS, os déspotas de serviço, perfeitos e governadores, dizem que não sabem onde gastaram o dinheiro enviado pelo governo central de Bolsonaro-o-genocida. Curiosamente, fartaram-se de comprar equipamentos que jamais apareceram.

    Bolsonaro-o-genocida é culpado de tudo e mais alguma coisa muito embora o STF lhe tenha “constitucionalmente” tirado os poderes da gestão do combate à peste chinesa deixando-lhe apenas a missão de distribuir verbas.

  • Boas pistas sobre a corrupção no Brasil e os lockdowns:

    https://www.youtube.com/watch?v=32vU3TN5yO8

  • Incontornável.

    Imagine-se o que os juízes do STF terão negociado com os governadores e o que os governadores, sob protecção do STF, terão negociado com os perfeitos:

    https://www.youtube.com/watch?v=zAGWab3–d4

  • Só pode ser. O STJ já mostrou através de um dos seus membros a quem serve e não é o povo brasileiro, nem a Pátria brasileira. Aconteceu que em Manaus, foi o governador que autorizou o uso de Ivermectina que teve excelentes resultados, mas só dessa forma o governo Federal conseguiu actuar, através do Ministro da Saúde. A comparação com Portugal, está correctíssima e por cá continuamos. Um grupo já de umas centenas de clínicos, aguarda que o Infarmed, o MS e a DGS desçam do pedestal e demonstrem que não há nada para tratar os doentes em fase inicial, eu digo até em fase tardia, com mais de 30 estudos publicados. Os doentes vão aos SU e trazem uma receita de paracetamol, se tiverem a sorte de não ter doença grave, é a sorte que os salva, porque o vírus, não encontrou terreno susceptível, mas se encontra, a seguir se tiver sorte de ser bem tratado e de não tiver maior susceptibilidade, ao Corona vírus que o ataca, pode ser que não tenha uma pneumopatia muito grave que o leve a uma UCI, porque antes disso também é necessário uniformizar protocolos de tratamentos correctos. O Remdesivir foi comprado decerto através da UE, vá-se lá saber porquê e por cá, vá lá se saber quem deu o aval à compra de 36 M de Euros deste medicamento que não tem estudos que comprovem a sua eficácia. O que a UE faz, também é da conta dos Estados Membros, mas os custos cá, com esta droga, experimental e sem estudos, foi logo aprovado pelo Presidente do Infarmed, pela DGS e MS. Onde estão as declarações de conflito de interesses que devem ser escrutinadas?

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