Avé, Planeta, os que vão morrer te saúdam!

Jean-Léon Gérôme (1859). Ave Caesar Morituri te Salutant (gladiadores a saudar Vitélio). Yale University Art Gallery (EUA).


Em notícia de 22-4-2021 da Reuters, a UBS Asset Management, uma empresa pública de serviços financeiros constituída de acordo com as leis da Suíça, aperta os critérios de empréstimo para carvão, perfuração do Ártico e areias petrolíferas, e diz que vai traçar um plano de ação climática mais detalhado ainda este ano.

A UBS foi um dos vários bancos a assinar uma iniciativa lançada na quarta-feira pelo enviado climático da ONU, Mark Carney, com o objetivo de acelerar os esforços do setor de serviços financeiros para ajudar a “descarbonizar a economia global”.

Como parte dos seus esforços para obter emissões líquidas de carbono zero nos seus negócios até 2050, o banco disse que limitaria ainda mais os empréstimos que oferece a empresas envolvidas nas áreas mais contenciosas da indústria de combustíveis fósseis.

Para as empresas já envolvidas na geração de energia a carvão, a UBS disse, na quinta-feira, que só emprestaria se dependessem do carvão em menos de 20% de sua energia, em vez dos 30% anteriores.

No entanto, a UBS disse que potencialmente emprestaria a empresas que ultrapassassem esse limite se tivessem uma estratégia de transição que estivesse em linha com o Acordo de Paris de 2015 sobre o clima, ou se o empréstimo fosse para energia renovável ou tecnologia limpa.

“Estamos a preparar um roteiro detalhado para atingir o zero líquido (de emissões), que coloca o clima no centro da nossa estratégia de sustentabilidade. É uma prioridade nas agendas dos nossos clientes e queremos fazer mais para ajudá-los nessa jornada”, disse Suni Harford, presidente da UBS.

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