As promessas que o PS cumpre

Fui repescar uma nota que escrevi em 2018, no Facebook, para mostrar aos estimados leitores como é que a Agenda 2030, mais precisamente o seu ponto 5 “Igualdade de Género” – que, na verdade, é a definição politicamente correcta para ideologia do género – tem vindo a ser imposta, pelo socialismo, à Escola e à sociedade em geral. Infelizmente, e tal como sempre acontece, quando se trata de imoralidade, promiscuidade ou de empobrecer o povo, Portugal ocupa os primeiros lugares do ranking, e continuam a ser pouquíssimos os que estão despertos para a destruição dos valores sobre os quais foi fundada a nossa Nação e para o que virá depois de se alcançar o objectivo: destruição, miséria e morte.

Em finais de 2018, fui convidada para assistir a uma forma[ta]ção sobre “igualdade de género”, mas não pude estar presente. Por isso, pedi a dois queridos amigos, que, como pais despertos e preocupados, marcassem presença a fim de perceberem o que estava a ser incutido aos jovens deste país e a forma como as esquerdas encostadas impunham a ideologia de género/feminismo nas escolas. Eis algumas ideias centrais (em itálico), que a ex-secretária de estado, Rosa Monteiro, tentou incutir nos presentes e as perguntas/comentários que me suscitaram:

  • Diferenças de tratamento no campo profissional e as diferenças salariais. Deu dados que apontavam para o “facto” de as mulheres ganharem menos 17% que os homens, e, nas profissões qualificadas menos 28%;

Como é que essas estatísticas são feitas? Quais são as empresas que não cumprem a lei? Porque é que não são punidas? Quem são os burros dos patrões que contratam homens, quando as mulheres fazem o mesmíssimo trabalho por menos dinheiro?

  • Falou nos planos socialistas, concretamente em 3 áreas de acção, que visavam aumentar as politicas de igualdade: 1) igualdade de oportunidades, 2) politicas de acções positivas e 3) politicas de mainstream de género (com publicidade nos meios de comunicação social, etc.);

Se, de acordo com o que afirmou a Drª Rosa Monteiro: «género é apenas uma palavra retirada do inglês, mais suave e cómoda, para sexo» o que ela abordou no ponto 3 foram políticas mainstream de sexo?

  • Apontou 3 pontos de acção que o governo levaria a cabo, muito em breve, para criar uma “nova estratégia do género”: 1) igualdade no mercado de trabalho, 2) contra a violência (deu o seguinte exemplo – contra a mutilação genital, em que alguns pais migrantes, que habitam em Portugal, vindos de determinados países, por questões culturais e religiosas levam as suas filhas aos países de origem para serem mutiladas genitalmente e isso deveria acabar..) e 3) os direitos humanos dos LGBTetc;

E eu, que pensava que igualdade no trabalho já existia (afinal, há quantos anos é que o socialismo já [des]governa este país?) e considero abominável a prática da mutilação genital, não só por parte desses pais migrantes, mas também por meio das políticas identitárias, que a Dr.ª Rosa Monteiro promove, e que dão aos pais e aos profissionais de saúde o direito de mutilarem genitalmente crianças, em nome de uma suposta “identidade de género”, incutida nas redes sociais e na Escola. Pergunto: O governo socialista vai acabar com a cultura e com a religião de outros povos? Como é que os vai impedir de fazer o que sentem e acreditam ser o certo? Vai mandar despir todas as meninas, filhas desses pais, e examinar se foram mutiladas ou não? Quando? Onde? Como? E, se isso for feito, vai prender os pais dessas meninas?

Quais são os direitos humanos negados aos LGBTetc, neste país à beira mar plantado?

Falou nas diferentes formas de dificuldades que as pessoas LGBT (veja o ponto seguinte) encontram e diz que é preciso dar uma resposta que se adapte a cada uma delas. Disse que têm de ser os municípios a agir, devido há maior proximidade com a comunidade, e que têm de ser práticos e efectivos nas suas acções. Neste ponto, aproveitou para dizer que, garantidamente, os municípios iriam obedecer e ser muito mais incisivos, pois, caso contrário, «o governo, cortaria as verbas para as obras nos municípios e blá, blá, blá, temos de usar o poder que temos».

Chantagem? Com o dinheiro dos contribuintes (que é o poder que têm)? Tal como a chantagem que foi feita aos países africanos, por parte do Ocidente, em 1995, na conferência da ONU, em Pequim, para impor a agenda ideológica de género? As esquerdas encostadas usam o mesmo método para impor a ideologia de género à sociedade?

Quando falou nas diferentes dificuldades, referiu-se à especificidade de cada caso, por exemplo, uma criança intersexo precisa de determinado e especifico apoio, uma criança transsexual já necessita de diferente apoio, uma mulher da aldeia necessita de ser apoiada de forma diferente de uma mulher da cidade ou de uma mulher numa comunidade cigana… «diferentes dificuldades diferentes respostas»;

Comparações incomparáveis? Como se pode comparar uma deformidade física (uma criança que nasce com uma deformidade nos órgãos sexuais) a uma doença do foro psicológico, como é a disforia de género, defendendo que a melhor forma de tratar essas crianças é mutilando-as genitalmente mal cheguem aos 16 anos?

Como é possível que a ideologia se sobreponha à medicina?

Como é que a Dr.ª Rosa Monteiro pôde ignorar relatórios como o do American College of Pediatricians?

 «Estamos preocupados com a tendência actual a rapidamente diagnosticar e afirmar crianças e adolescentes como transgéneros, frequentemente direcionando-os para a transição médica. […] Consideramos que cirurgias e/ou tratamentos hormonais desnecessários, cuja segurança a longo prazo ainda não foi comprovada, representam riscos importantes para crianças e adolescentes. Políticas públicas que incentivam – directa ou indirectamente – esse tratamento médico para crianças ou adolescentes que podem não ser capazes de avaliar os seus riscos e benefícios são altamente suspeitos, na nossa opinião.» […] Como foi destacado anteriormente, de 80% a 95% das crianças pré-púberes com DG, verão a sua condição resolver-se até ao final da adolescência, se não forem expostas à afirmação social e intervenção médica. Isso significa que entre 5% e 20% persistirão com a DG até ao início da idade adulta. Não existe, no momento, nenhum exame médico ou psicológico, para determinar quais são as crianças que vão persistir com a DG na idade adulta jovem. As crianças pré-púberes com DG que persistem com a DG além da puberdade, também apresentam probabilidade maior de persistir até à idade adulta. Por essa razão, a Sociedade de Endocrinologia e outras, incluindo o Dr. Zucker, consideram razoável afirmar a transgeneridade dos adolescentes que persistem com a DG após a puberdade, além dos que começam a apresentar a DG após a puberdade, e iniciar com eles o tratamento com hormonas do sexo oposto aos 16 anos de idade.»

Sr.ª ex-Ministra, todas as crianças precisam do apoio da família e, cientificamente falando, NÃO EXISTEM CRIANÇAS TRANSEXUAIS. Ainda de acordo com o relatório da Associação Americana de Pediatria:

«Comparar “orientações” sexuais e necessidades na área da saúde e da psiquiatria, a necessidades materiais/sociais, como se fosse tudo a mesma coisa, é pura demagogia/ideologia.»

  • “isto é uma área cientifica e não de opinião”… “a opinião aqui não importa”… “vamos formar pessoas para agir”.. “vamos traçar financiamentos (apoio europeu)”… “basta de conversa”

Qual ciência? Só a que que tem vindo a ser encomendada por quem ganha rios de dinheiro com os tratamentos vitalícios e as cirurgias estéticas, e viu na ideologia do género uma fonte de lucro? Não importa a opinião de profissionais de saúde e de cientistas, que afirmam exactamente o contrário? Esses, são para perseguir, denegrir, cancelar e silenciar?

  • “vamos melhorar os transportes públicos pois são as mulheres quem mais os usam”… “mais mulheres e raparigas nas autarquias”.. “mais mulheres nas empresas (protecção por cotas), o PSD deixou isso nas mãos das empresas e não funcionou (apenas 3% de aumento nas empresas cotadas em bolsa e 4% em cargos públicos) por isso terá de ser o governo a «obrigar»… “investimento em projectos para AS jovens”;

E se fossem os homens a usar mais os transportes públicos, não era preciso melhorá-los? Os cargos serão atribuídos mediante o sexo de cada indivíduo? O governo obriga a impor a ideologia feminista? Já agora, alguém me pode dizer quantos homens e quantas mulheres se assentam na bancada socialista? Porque é que o 1º ministro é um homem e o vice também? E o presidente da AR? E…

  • “anualmente, o Estado vai fazer um trabalho para retratar as diferenças salariais em Portugal”;

Ó minha senhora, já não é proibido, PELA LEI, pagar menos a uma mulher do que a um homem, pelo mesmo tipo e tempo de trabalho e carga horária? Porque é que o socialismo não se limita a fazer cumprir a lei que já existe?

  • Apenas 14% das jovens querem seguir nas disciplinas TIC e 0.1% nas tecnologias. Aqui falou da questão do “algoritmo de recrutamento da Amazon”. Há mais mulheres na saúde, na acção social, etc., em áreas menos bem pagas;

Se elas querem… Não podem? Porquê? Só porque escolhem áreas que não são tão bem pagas? Não escolhem livremente, de acordo com as suas preferências?

  • “é necessário desconstruir os estereótipos de que há empregos para mulheres e empregos para homens”;

Ok! Concordo, desde que isso também se aplique a áreas como: estivadores, trolhas, calceteiros, pedreiros e afins. As mulheres estão fisicamente preparadas para carregar tanto peso como os homens? Ou esta “igualdade” só vale para os trabalhos com menor exigência física, mais cómodos e mais bem pagos?

  • “na distribuição das tarefas domesticas somos o 4º pior país”… “é necessário agir na educação”… “vão ser feitos grandes avanços na educação e cidadania, tem de ter uma nova disciplina e tem de contar para a nota”.. “nenhuma criança pode sair do ensino básico sem ouvir falar nestas coisas, não faz sentido que seja de outra forma, é necessário desconstruir as ideias instituídas”;

Claro, é preciso usar a Escola para transformar as crianças em revolucionárias feministas e lgbtetc., a fim de garantir futuros militantes ao socialismo. É preciso confundi-las quanto à sua própria identidade e dar-lhes um sem-número de possibilidades, para que sejam eternos adolescentes, submissas aos seus “criadores”, e odeiem a família e a ideia de constituir uma. Quais ideias são as ideias que pretende destruir? Quem é que vai instruir as crianças? Quando? Onde? Porque é que as ideias “instituídas” há milhares de anos devem ser substituídas pelas ideias marxistas/feministas, da nova-esquerda?

  • “Feminismos não é o contrario de machismos, queremos apenas a igualdade”… “também há homens vitimas”… “homens são o principal agressor”..” há entidades brasileiras a trabalhar nos lares e há colégios em Espanha que já ensinam as tarefas domesticas também aos homens e crianças masculinas”

Igualdade? Qual é a lei, presente na Constituição da República Portuguesa, que nega a igualdade de direitos aos seus cidadãos mediante o sexo com que nasceram? Porque será que os homens são os principais agressores? Por não aprenderem tarefas domésticas? Eu tenho dois filhos homens e ambos sabem fazer tudo dentro de casa, eu ensinei-os. A família perdeu o direito de educar os seus filhos? Desde quando é que o Estado substituiu a família na educação moral e religiosa? Sempre houve homens que cuidam da casa melhor do que as mulheres e vice-versa. São a minoria? Ok! Numa guerra, quantas mulheres é que querem ir lutar prá frente de batalha e morrer pelos homens? A maioria? Eu não quero.

  • Violência: de modo generalista disse que há pouco apoio social e que esse apoio vai aumentar, desde estruturas de atendimento à vitima, casas de abrigo, e pessoas formadas a dar apoio: “orçamento com impacto de género, 66 milhões desde 2016 e 27 milhões previstos para 2019;

Não há dinheiro para mais nada, mas para efeminar os rapazes, masculinizar as meninas, destruir a educação moral/religiosa, que os pais lhes dão em casa, erotizar e sexualizar as crianças, desde a mais tenra idade, não falta.

  • “Paridade política (leis da paridade), deve ser no mínimo de 40% e basicamente nos cargos políticos tem de haver o mesmo numero de mulheres em relação aos homens”.. “temos de reforçar o numero de mulheres na politica, pela lei”;

Adeus mérito. Viva o totalitarismo feminista, que o marxismo idealizou e impõe.

  • “a vida será melhor quando houver mais igualdade”… “vamos manter um ritmo alto”… “campanhas governamentais nas TV´s, revistas, apoio de famosos, há apoio de empresas como a Galp, metro do Porto e Lisboa entre outras…”

Os media e as grandes empresas a serviço da ideologia de género… A todo o vapor.

  • temos de começar pelos infantários, não pode ser cozinhas para as meninas e brinquedos de meninos para os meninos, deve haver distribuição”… “agir nas escolas, é desde pequenino que se ensina, «sei que ensinar isto desde tenra idade é feio, mas é como o aparelho nos dentes, é feio mas endireita» (frase entretanto dita por um jovem da JS);

Infantários? Aparelhos dos dentes? Não pode ser? Perdemos o direito de educar os nossos filhos e de lhes dar os brinquedos que entendermos? De criarmos os rapazes para serem homens, e as meninas para serem mulheres? Por que não? Nunca houve Chefes de cozinha no tempo em que os pais não davam cozinhas aos seus filhos homens? A sério? Se os brinquedos de menina limitam o seu desenvolvimento, como lemos nos guiões de género e cidadania, porque é que aconselham os rapazes a brincar com eles? Não seria mais acertado brincarem, todos, com os brinquedos que desenvolvem mais as capacidades?

  • Palavra género em vez de sexo? Apenas uma questão linguística tirada do inglês, é mais cómodo;

Verdade? Mentira? Ambos? De acordo com os ideólogos de género: género não é sexo, mas sim aquilo que alguém auto-percebe ser ainda que não esteja de acordo com o sexo com que nasceu. Se “género” é “sexo”, então, só há dois: masculino e feminino — homem e mulher — feitos para encaixar perfeitamente um no outro, sem atritos, produzindo vida, garantindo a multiplicação e a continuidade do género humano. Ah, e caso alguém sinta ser de outro “género” não precisa “mudar de sexo”, pois, de acordo com os activistas desinformados (ou, formatados para confundir o comum mortal) de plantão: “género não é sexo”.

Recordo que esta nota foi escrita em finais de 2018 e pergunto: Há alguma coisa, que a ex-ministra tenha prometido que não se tenha concretizado?

– Tudo, menos a imposição da ideologia do género à Escola e o avanço da cultura lgbtetc. rumo à destruição da nossa cultura.

E o leitor? Vai fazer alguma coisa para impedir que o tsunami das políticas identitárias cause mais vítimas? Para que a mutilação genital de adolescentes não páre de aumentar? Ou vai fingir que não se passa nada?


Maria Helena Costa

*A autora escreve segundo a anterior norma ortográfica.

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Latest comments

  • Parabéns pela claridade do post, e pela frontalidade.

  • Obrigado à Autora por estes fantásticos artigos.

  • Mais um excelente artigo.
    https://www.eeblanguageproject.com/repository
    EEB Language Project : Top 24 Harmful Terms
    Harmful Term – Male/female
    Context – These terms are used to reinforce societally-imposed ideas of a sex binary, emphasising cis-normative and hetero-normative views
    Replacement Term – Sperm-producing/egg-producing or XY/XX individual
    E quando o homem e a mulher deixarem de produzir o que serão? Deixarão de ser? Serão descartáveis?
    Penso que há muita gente com tempo disponível a mais.

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