As bases programáticas do Transnazismo VI

Enquadramento politico do Transnazismo

O conjunto restrito de pessoas que constituem as elites Mundiais não tem quaisquer ligações ideológicas convencionais, como grupo, tornando noções politicas como esquerda-direita totalmente irrelevantes.

Contudo, fortes movimentos anti-globalização, conotados com a esquerda, fizeram tremer a estrutura de poder, nomeadamente executando ações ativistas violentas contra os eventos onde se reuniam os notáveis da área financeira com relevância global, conjuntamente com os seus lacaios mais próximos, ou convenientes no momento. A relevância mediática destas ações não podia passar despercebida, assim como o seu potencial manipulatório.

A solução foi simples, adotar os slogans dos manifestantes, como a defesa de valores ecológicos e trans-sexuais, passando a defender um rótulo verde muito ligado à cruzada climática e ao trans-humanismo. Fácil para quem consegue gerir uma trans-realidade.

Assim os DDMT (Donos Do Mundo Todo) ficaram conotados com a esquerda, sendo a oposição empurrada para a direita, ou extrema-direita, tal como etiquetado de forma sistemática pela CSO (Comunicação Social Oficial), perante algumas descoordenadas manifestações de descontentamento perante o regime opressor vigente.

Se bem que a luta desigual contra os DDMT, agora aparentemente alinhados com a esquerda, possa ser conotada com a direita, temos de entender que a situação politica atual deriva da falência dos regimes de Democracia Representativa, em grande parte via corrupção. O colapso das democracias ocidentais – e do Estado de Direito – deriva na verdade da falência do modelo liberal, conotado com a direita, numa aparente contradição.

Já era há muito tempo evidente a sujeição do poder politico ao poder económico, assunto que motivou inúmeros ensaios e teses, sem que o poder legislativo emitisse medidas suficientes ou apropriadas para manter algum equilíbrio. Os liberais acreditam num efeito mágico do sistema-de-mercado, capaz de manter o equilibrio per si. Laborando neste logro, favoreceram também o colapso do poder judicial perante as grandes empresas, ou seja, assistimos ao aumento do poder do Capital, empregador mas também explorador do potencial humano.

Em resumo, foi a desregulação económica dos regimes liberais Ocidentais que permitiu a concentração de capitais num grupo muito restrito de pessoas, resultando em última análise na inexorável emergência do Transnazismo.

Um modelo politico moderno, projetado para o futuro, deveria assentar no livre mercado e na livre concorrência, segundo parâmetros liberais, mas coordenado por um Estado regulador forte, financiado pelos Contribuintes e não por empresas. Um Estado por sua vez impedido de participar em negócio, por conflito de interesses. Só assim seria possivel manter o progresso civilizacional, com a restauração do primado do Direito e das liberdades individuais.

A criminalização do conflito de interesses, sobretudo incidindo sobre quem está ligado ao processo decisor, ou o aconselha, seria uma prioridade absoluta de sobrevivência de um regime Democrático, sem que os partidos atuais diligenciem qualquer iniciativa concreta.

Não há possibilidade de Democracia Representativa sem a restauração do Estado de Direito, algo que é, infelizmente, profundamente inverosimil num contexto de dominância absoluta do grande capital desregulado, agora fundido com a agenda Transnazi.

Conclusão

A luta contra o Transnazismo é atualmente uma luta de dimensões titânicas contra os DDMT, cujo poder é esmagador, ubiquitário. É uma luta da Verdade contra a manipulação alucinatória, da Ciência contra o Obscurantismo, da razão contra a infantilização, do Homem contra a automatização desumana.

É no fundo uma luta do Humanismo contra o Transhumanismo.

Uma luta muito dificil, desequilibrada, mas a única que valerá a pena viver nas próximas décadas, para quem de facto estime e respeite os seus semelhantes, os seus filhos, um Mundo humano.

Resta apenas acreditar que enquanto houver uma centelha de Humanidade, viverá a chama da… Resistência!


Henrique Guerreiro

* O autor escreve segundo a sua própria norma ortográfica.

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Sub-diretor do Inconveniente

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