Aquecimentismo: uma religião política

É fácil vender a ideia de que as atividades humanas são prejudiciais ao planeta que habitamos porque o tornam menos capaz de suportar a vida humana.

Poderíamos identificar várias atividades humanas realmente perigosas, mas hoje em dia a discussão centra-se em torno da queima dos combustíveis fósseis que libertam carbono para a atmosfera sob a forma de dióxido de carbono. Este gás é considerado como sendo o principal causador do efeito de estufa planetário que fará subir a temperatura global alguns graus centígrados.

Este aumento da temperatura global de alguns graus, quiçá entre 1º e 3º C, nos próximos anos terá, alegadamente, consequências catastróficas:

Aumento da frequência de fenómenos climáticos severos, como secas, incêndios, chuvas intensas;

Desertificação;

Elevação do nível do mar;

Alteração na disponibilidade de recursos hídricos;

Perda de biodiversidade;

Impactos na saúde humana;

E assim por diante…

Chamamos a esta teoria científica, transformada em religião política, o aquecimentismo.

Por sorte ou por azar, o planeta que habitamos é rico em carbono. Por sorte, porque é o carbono o principal responsável pela vida na Terra; por azar, porque ele é considerado agora o principal responsável pelo futuro desaparecimento da vida, pelo menos da nossa.

Na suposição de que os humanos deixassem de libertar CO2 pela queima de combustíveis fósseis, o CO2 da atmosfera seria consumido pela vegetação, sendo que grande parte dela retornaria sob a forma de composto de carbono para o sub-solo e ficaria armazenado como combustível fóssil, apesar do CO2 libertado pelos animais que seria cada vez menos. Também os animais que fixam o carbono na forma de carbonatos, dariam o seu contributo para a redução de CO2 na atmosfera. Se os vulcões também deixassem de estar ativos, emitindo CO2, ao fim de algum tempo, todo o CO2 atmosférico seria consumido e a vida no planeta extinguir-se-ia. A escassez de CO2 iria causar o desaparecimento progressivo de vegetais, a escassez de vegetais causaria o desaparecimento de animais, etc..

Vemos assim que acabar com o CO2 é o mesmo que acabar com a vida tal como ela hoje existe. Admitamos, porém, que o excesso de CO2 torne a nossa vida menos confortável, com aquelas consequências enunciadas acima. Será que a vida na Terra fica em perigo?… Não! Não, porque o excesso de CO2 promove mais vida, ele é o alimento das plantas e estas são o alimento dos animais e os animais são alimento para outros animais…

Mesmo que o CO2 provoque o aquecimento global (algo que não se dá por cientificamente provado) e este aumente a frequência de fenómenos climáticos que sempre existiram, a elevação do nível do mar que varia também com as marés, alteração dos cursos de água, alteração de algumas espécies existentes em certas regiões, problemas de saúde por causa do calor e dos mosquitos, tudo isso é preferível a um défice de CO2 que, esse sim, acabaria com a vida na Terra.

Para terminar este capítulo do aquecimentismo, há que referir que mais do que uma teoria científica, é uma hipótese convertida em religião política e vendida aos cidadãos para os virar contra si próprios. As pessoas são, assim, constituintes da uma humanidade inimiga do seu habitat, inimiga dos animais, indigna de povoar o Planeta que é elevado a deus no Aquecimentismo.

A religião política do Aquecimentismo adora o deus Planeta e acha que o Aquecimento Global causado pelo efeito de estufa do CO2 – resultante da queima dos combustíveis fósseis ricos em carbono, sendo este visto como o Diabo a ser banido da nossa existência via abolição dos combustíveis fósseis. Ou seja, o Aquecimentismo visa acabar com o carbono (fonte de vida), com o efeito de estufa (que permite a vida) mas, sobretudo e principalmente, quer acabar com os combustíveis fósseis para salvar o Planeta. O Aquecimentismo é semelhante àquelas seitas que conduzem os seus seguidores ao suicídio coletivo.

Esta religião política tem conquistado multidões e não precisa de grandes argumentos para convencer os seus potenciais seguidores. Tornou-se um dogma propagado de forma totalitária pelos média dominantes. Eis a imagem que tem convencido os mais céticos:

Henrique Sousa

Editor para Ambiente e Energia do Inconveniente

Partilhar

Written by

Sub-diretor do Inconveniente

Latest comments

deixe um comentário