Anarquia curricular e bandalheira nas escolas

Os socialistas têm vindo a destruir, nos últimos seis anos, tudo o que de bom foi feito pelo governo de Passos Coelho em matéria de educação e escolas. O trabalho efetuado entre 2011 e 2015, tendo como objetivo aumentar o rigor e o mérito nas escolas, foi completamente desmantelado.

Reina a bandalheira. As agressões a professores e a funcionários são encaradas como legítimas e normais pelas autoridades educativas. Os diretores dos agrupamentos escondem-nas. As estruturas centrais do Ministério da Educação e o próprio ministro desvalorizam-nas e desculpabilizam os agressores.

O currículo tem vindo a ser desmantelado, com os conteúdos substituídos por soft skills, propaganda marxista e ideologia de género.

As escolas públicas estão a ser transformadas em escolas de pequenos delinquentes e os professores têm cada vez mais dificuldades em ensinar alguma coisa que não seja as tretas da igualdade.

A corja socialista não vai parar enquanto não “abrasileirar” por completo as escolas. Os pais, quase todos formados na escola socialista, gostam de ser enganados. Ficam de consciência tranquila e julgam-se bons educadores apenas pelo facto de os filhos passarem de ano sem saberem nada.

Há cada vez mais professores que aceitam o papel que o socialismo lhes destinou. Não ensinam conteúdos, dedicam o seu tempo e recursos a “ensinar” ideologia de género e as tretas da igualdade, da inclusão e do combate às alterações climáticas. Têm a cabeça totalmente formatada pelo socialismo.


Ramiro Marques

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Latest comments

  • Tive turmas de cerca de 30 alunos onde, em rigor, só passaria 2 ou 3. Mas para cumprir as metas impostas pelo ME, era preciso passar quase todos.

  • Reformei-me a tempo de evitar o pior, mas ainda assisti ao que tão bem denuncia.

  • A classe dos professores, a par dos jornalistas, está a constituir-se em ignóbil agente da desestruturação da sociedade deste país, quando o munus que lhe está atribuído é exactamente o oposto. Quando aqueles a quem essa classe andou a enganar descobrirem o logro fujam, pois o resultado que não irá ser doce …

    E muitos do papázinhos progressistas estão de acordo ou indiferentes perante o rumo que as coisas estão a tomar.

    Não sendo adepto de regimes autoritários, digam se daqui a algum tempo, vai ser possível corrigir este estado de coisas com paninhos quentes, leia-se eleições e ‘alternâncias democráticas’ e outras balelas parecidas.
    O estudo da história da Europa dos primeiros 35 anos do século XX era capaz de nos colocar perante um quase déja vu. É só experimentar …

    • Comentário que daria pano para muitas mangas. Mas os professores estão reféns de uma outra ditadura e nada podem fazer para alterar este estado de coisas. A maior parte dos mais velhos anseia pela reforma porque se sente impotente e os novos anseiam por ter vínculo e sujeitam-se a tudo.

  • Certamente que daria para muitas mangas.
    Percebo e compreendo o argumento que aduz, contudo há algo que certamente se pode fazer, nomeadamente através das organizações representativas. Mas aos costume estas nada dizem também.
    E deixe-me juntar apenas mais uma acha à troca de comentários. Para além da desestrutração social que provocam estas (des)orientações, nomeadamente aideologia de género, que por mim género é para substantivos comuns, nunca para os próprios referidos a pessoas, consiste, a meu ver, um ultraje para quaqluer professor de biologia que se preze.
    Peço desculpa pela foice em seara alheia, mas pretendeu ser uma das tais muitas mangas.
    Os meus cumprimentos.

    • Obrigado pela resposta!
      No ensino existem imensas mangas, umas comuns a todos os grupos disciplinares e outras próprias de cada grupo. Quanto a essa manga que refere da ideologia de género, é uma manga bastante apertada e difícil de vestir. O ensino precisa de uma purga.
      Cumprimentos retribuídos!

  • É impressão minha ou os professores vivem no reino da CGTP? Sendo assim, são bem coniventes no processo de abardinamento.

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