Alarmismo: número de testes não acompanha curva epidemiológica

Há um ano, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, dizia que o número de testes acompanhava a curva epidemiológica em Portugal.

Porém, tal não se verifica neste momento, segundo o Our World In Data, assistindo-se ao que parece ser um descontrolo no número de testes face à situação epidemiológica e à narrativa veiculada pelos meios de comunicação social sistémicos.

Uma das razões para este descontrolo poderá ser a testagem massiva de baixa prevalência, com rastreio de contactos positivos sem sintomas (gerando falsos positivos, como já alertou a Organização Mundial da Saúde), impulsionada pelo mediatismo gerado pelos recentes ajuntamentos em eventos desportivos.

Tais ajuntamentos acabaram por não se traduzir numa taxa de ocupação dos hospitais significativa em proporção à da época gripal, aquando do confinamento mais rigoroso, marcada também por um ritmo de vacinação mais lento (aproximadamente metade do ritmo atual).

Mesmo relativamente ao ano passado, no mesmo período, temos agora muito menos hospitalizações (448 para 267) e internados em UCI (60 para 52) – dados de dia 6-6-2021.

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