A guerra do gás IV

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A Rússia cortou o fornecimento de gás à Polónia e à Bulgária porque exige o pagamento em rublos e essa exigência não terá sido cumprida por esses dois países – noticia a agência Reuters no dia 27-4-2022.

Vladimir Putin emitiu um decreto em março deste ano, ordenando que a Gazprom corte o fornecimento a países “hostis” que não paguem em rublos. A União Europeia diz que os contratos estipulam o pagamento em euros, e que o pagamento em rublos pode anular as suas sanções.

Com a chegada da primavera na Europa, o consumo de gás usado em aquecimento irá baixar e, se pretender acabar com a dependência energética da Rússia, a Europa tem alguns meses para implementar um novo esquema energético que dispense os combustíveis russos. Esse novo esquema energético poderá passar pelo retorno a mais carvão, mais nuclear, redução do grau de conforto, importação de gás de outras origens, etc.

Em 2019, Trump aprovou sanções contra as empresas que atuavam na construção do gasoduto Nord Stream 2. Nessa altura, a União Europeia e a Rússia opuseram-se às sanções dos EUA e a construção continuou até ficar concluída, porém, não certificada pela Alemanha, pelo que não entrou em funcionamento.

A não-certificação do gasoduto Nord Stream 2 foi uma das primeiras sanções à Rússia pela invasão da Ucrânia, quiçá pressionada pelos EUA – que consideram a dependência da Europa dos combustíveis russos uma ameaça à sua independência.

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Sub-diretor do Inconveniente

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