A Grande Burla

Portugal, na onda da pandemia, está e continuará a ser burlado durante alguns anos, pelo menos até ao próximo resgate do FMI que já se vislumbra no horizonte.

O Plano de Recuperação é uma burla. É uma burla porque ninguém de boa fé se propõe salvar um povo da miséria, investindo em miragens que são os projetos de hidrogénio, transições climáticas ou digitais.

Não estamos a dizer que os governantes A, B ou C são burlões no sentido usual, a não ser que as suas decisões resultem em enriquecimento ilícito como foi o caso de José Sócrates que burlou o país com vários projetos e deles tirou proveito pessoal.

O que se pretende deixar claro é que não se combate a fome e a pobreza que a pandemia está a causar, encarecendo os combustíveis que usamos porque esse encarecimento vai afetar as pessoas ainda mais, tornando todos os produtos mais caros e empobrecendo o povo em geral.

Nos rescaldos de uma catástrofe, há que colocar as ilusões numa gaveta, esquecer o aquecimento global, as transições climáticas ou digitais, e tratar mas é de pôr comida na mesa dos portugueses.

Não é investindo 3 milhões de euros num só posto de trabalho que se dá de comer a milhões de pessoas que perderam empregos ou rendimentos. Não é a salvar TAPs e Novos Bancos por razões de prestígio ou outras que uma economia de rastos se reergue. Por tudo que se sabe na imprensa diária que o Governo tem feito ou pensa fazer, podemos, sem correr qualquer risco de errar, dizer que:

ESTAMOS A SER BURLADOS!


Henrique Sousa

Partilhar

Latest comments

  • Este texto sintético mais do que um artigo é um grito no meio de aplausos e silêncios cúmplices:“O Rei vai nu!”; é um arpão cravado no comodismo de espírito a que muitos se habituaram a viver, porque quem mói o já moído não acrescenta nada ao presente e hipoteca o futuro.
    Felizmente hoje já ninguém aceita, sem questionar, a famosa frase legendária da revolução francesa, a propósito do povo que se lamentava de não ter pão: «Se não tem pão que coma brioches!»

  • A pandemia há um ano serviu de pretexto para que este indivíduo saísse com a mentira de superavit do PIB, depois das cativações do agora Governador do Banco de Portugal, ora já na altura o SNS estava com graves dificuldades e com listas de espera brutais que culminaram no excesso de mortalidade a que assistiu, durante o ano de 2020 e não, não foram os óbitos Covid foi mesmo a miséria a que chegaram os serviços de saúde com a covidização do mesmo e o problema está nas classificações de morte por Covid e “de” Covid. As consultas de vigilância hospitalar deixaram de existir e continuam assim e nos Cuidados de Saúde Primários o mesmo, inclusivé o cancelamento de cirurgias pelo próprio Ministério. Aconteceu que os cancelamentos e os diagnósticos tardios de cancro e o abandono dos doentes crónicos, num país miserável e empobrecido cada vez mais, levaram a cerca de 13 000 óbitos a mais do que seria expectável e não não foram 13 000 por Covid, não é verdade, chama-se a isto a grande mentira de um SNS já falido de muito difícil recuperação e este que aqui se quer manter no poder, chamado também de Costa, como o da I República, vem acenar no país mais pobre da UE com um projecto que arruinará ainda mais o país, o H2 e os pequenos Sócrates que campeiam à volta dele.
    A Ministra que canta a Internacional quando está triste deveria já estar muda, mas decerto irá dizer no próximo orçamento que afinal o MS até teve lucros, mesmo com a queda brutal do PIB pelas políticas miseráveis de confinamento, sugeridas por um PR que sofre do complexo de Narciso e de hipocondria.
    Isto é passado numa UE que chamou a Bolsonaro de genocida, acompanhado por aquela deputada que é a chefe da banda do PS, cada vez mais bolivariano e venezuelano, pela forma de falar e pela desgraça em que colocaram o país, mais uma de muitas vezes.
    Pois bem:
    Falemos da UE que tem todas as culpas no atraso da “silver bullet” a vacina e na compra de um medicamento o Remdesivir, a uma empresa a Gillead e Portugal gastou como se fosse o país mais rico da Europa, 36 M de Euros, ainda por determinar os conflitos de interesses e quem aconselhou, na Europa na EMA e cá pelo sítio.
    Muito bem:
    Vacinas: UE – 8,3 de população totalmente vacinada, Marrocos – 12,0,Hungria – 18,6, Sérvia – 21,0%, Brasil 7,2 %, com a explicação que no Brasil quem proibiu o Governo Federal da gestão da crise sanitária foi o Supremo Tribunal Federal, sim o tal que soltou o companheiro Lula e que deve ser responsabilizado por ordem desse Tribunal são os Governadores Estaduais e os Prefeitos, reafirmo por ordem do STF.
    Afinal quem são os genocidas?

  • Este charlatão ainda é mais perigoso do que o engenheiro. Fala muito bem mas não me alegra, antes pelo contrário. Temos os combustíveis, incluindo o gaz mais caros per capita da UE. Temos os bens essenciais per capita mais caros da UE. Pagamos a maior quantidade de impostos, contribuições, taxas, taxinhas licenças e outos (4.366) da UE. Mas temos mais sol e bebemos mais vinho do que os restantes cidadãos da UE. Valha-nos uma albarda, porque para sermos burros só nos falta o rabo, para espantar as moscas.

Post a Reply to Maria J. Cancel Reply