A esquerda académica recupera o apartheid

A Columbia University é a segunda melhor universidade da Ivy League. É uma universidade de elite que cobra propinas anuais na ordem dos 60 mil dólares. À semelhança de grande parte das universidades norte-americanas, a Columbia sucumbiu ao império do politicamente correcto e ao colete de forças da linguagem inclusiva e da ideologia da igualdade de género. A polícia da linguagem e dos bons costumes mete o nariz em todo o lado e leva a “boa nova” da virtude e do bem até às cerimónias de graduação.

Seria de esperar que a cerimónia de graduação fosse um momento para celebrar a realização pessoal, o sucesso, a vitória da coragem, do mérito e da persistência, unindo alunos de diversas origens culturais num cerimónia afastada das agendas políticas.

Mas não é isso que vai acontecer este ano.

As autoridades académicas da Columbia preparam um calendário de celebrações de graduação separadas em função da etnia, rendimentos económicos, orientação sexual e cultura: os americanos nativos recebem os diplomas no dia 25 de Abril; no dia 26 de Abril será a vez da comunidade LGBTQIA+; os asiáticos no dia 27 de Abril; os negros no dia 30 de Abril. E pasmem, no dia 27 de Abril é a vez dos estudantes de baixos rendimentos receberem o diploma.

A esquerda académica vive mergulhada numa cultura de ressentimento e acha-se dotada de uma superioridade moral que lhe dá o direito de impor a sua agenda política a toda a gente. As universidades norte-americanas são campos de batalha onde se trava uma guerra cultural que pouco ou nada tem que ver com verdadeiro conhecimento e descoberta científica.


Ramiro Marques

*O autor segue a norma ortográfica antiga.

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Latest comments

  • Pode voltar a prender-se Nelson Mandela?

  • Assim não dá? Então leia-se: “A esquerda académica recupera a segregação”

  • Até parece que quem for americano nativo não pode também pertencer á comunidade LGBTQIA+ e asiática e de baixos rendimentos tudo em simultâneo. E se também for anão e maneta terá uma infinidade de opções para se apresentar como vitima.

    Há uma corrente politica que perdeu as verdadeiras causas porque no mundo de hoje, no “malévolo” ocidente, essas causas já estão ganhas. Essa corrente politica precisa desesperadamente de vitimas para ter como bandeira, então há que fabricá-las, se necessário cometendo injustiças e colocando as pessoas em classes por eles escolhidas, no fundo as classes, que é o mesmo que dizer a discriminação, são a sua ideologia.

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