A EMA aprova a vacina da Ema

A notícia de que a EMA aprova a toma da vacina Pfizer em crianças dos 5 aos 11 anos, veio remexer com as nossas super seguras opiniões pró vacinas. Enquanto pais da pequena Ema de 6 anos, parece que de repente todas as certezas que tínhamos se dissipam. 

Nos nossos braços já adultos tudo muito bem, mas… naquele bracinho singelo de apenas 6 anos já é outra história. 

Ao longo dos últimos meses abordamos enquanto pais sempre esta hipótese, e foi uma opinião que foi sempre amadurecendo à medida que o tempo ia passando, eu sempre tive uma tendência para o sim, mas achando que nunca se chegaria a colocar essa hipótese. Atingiríamos a imunidade de grupo e a pandemia estaria controlada sem a necessidade de vacinar as crianças. A mãe, numa fase muito inicial das nossas conversas, se manifestou contra, alegando também que não haveria necessidade de submeter a filha a esta vacina. 

Agora que é uma realidade, vimo-nos na altura de tomar uma decisão. 

A fundamentação da EMA, de forma muito resumida, menciona um estudo em cerca de 2000 crianças (5 aos 11 anos), em que não se verificaram quaisquer efeitos secundários de relevo e de mínima preocupação e colocam a vacina da Pfizer com um grau de eficácia de até 91%. E já está a ser administrada nestas idades em 13 países (Canada, Israel, Áustria e Estados Unidos da América, China, entre outros), sem relatos negativos de qualquer espécie até à data. A informação já é alguma, mas em relação aos nossos filhos nunca é a suficiente.

Acabo de ler um artigo no New York Times, com vários depoimentos de pais americanos que correram à vacinação assim que foi liberta, com um sentimento de alívio, geralmente satisfeitos por finalmente estarem disponíveis, e poderem levar assim os seus filhos para receberem a vacina. Esta procura foi de tal ordem que geraram inclusive alguns constrangimentos nos locais de vacinação, nomeadamente longas filas. 13% desta população elegível já se encontra vacinada (E.U.A), número atingido num curto espaço de tempo. Os principais motivos para a adesão, são os contactos que estas crianças mantêm regularmente com pessoas mais vulneráveis, poderem manter as atividades que tanto gostam e minimizar as situações de terem de fazer quarentenas sempre que existem infecções de contactos próximos.

Mais do que doentes, as crianças são transmissoras do vírus. Ouvimos este facto vezes sem conta. Ouvimos também que nas crianças as infecções são mínimas e “inofensivas”, ou seja, raramente desenvolvem sintomas, muito menos sintomas graves. E a vacina é anunciada como prevenção do desenvolvimento de doença grave. Se assim o é, é legítimo pensar: Para quê vacinar as crianças? Mas, acreditamos que enquanto agentes de transmissibilidade essa vacinação fará sentido.

Uau, até agora as dúvidas não se dissipam, nem clarificam a nossa tomada de decisão, mas continuando: vacinar a nossa filha fará parte de ajudar um bem maior; esta vacinação terá de ser em massa, só assim terá o efeito pretendido. 

Colocando as crianças dos 5 aos 11 anos elegíveis no plano nacional, a percentagem de população já vacinada baixa automaticamente, o que desde sempre deu uma leitura enviesada dos números, pois embora não fossem elegíveis nunca deixaram de ser agentes ativos de transmissão do vírus.  

As vantagens, para nós, das crianças serem vacinadas prendem-se principalmente por estarem em contacto constante com pessoas mais velhas, e queremos que a nossa filha continue a visitar os avós e bisavós e outros familiares próximos sem os ter de colocar em risco. Nós não temos a necessidade, nem mesmo a hipótese de ter os avós a levar ou recolher a Ema na escola, mas sabemos que é uma realidade comum de muitas famílias. 

Num passado recente tivemos de ter a Ema em quarentena por 14 dias, fruto da infeção de uma professora, provocando muitos constrangimentos na nossa vida nesses dias. Eu e a mãe gerimos a nossa própria empresa: sendo impossível nos ausentarmos os dois, tivemos de gerir a situação da melhor forma. Com esta vacina penso que não teria havido necessidade de o termos feito.

Também não fará sentido haver lugar a restrições excessivas no ambiente escolar, nomeadamente o uso da máscara por todo o tempo, o distanciamento, a desinfeção de materiais, objetos, etc., bem como não voltar a cancelar as atividades extracurriculares que os miúdos tanto gostam. A Ema não se veria privada das suas aulas de patinagem artística ou das suas visitas constantes à biblioteca municipal, por exemplo.

O custo-benefício, é simples de perceber que é elevado, mas a pouca expressão de tudo o que esteja do outro lado da balança, mesmo que seja mínimo, pesa toneladas na nossa consciência enquanto pais.

Mesmo sabendo de antemão que o perigo individual em cada criança é residual, a vacinação é sem sombra de dúvidas a nossa principal arma contra este vírus. E se as nossas instituições o veem como um caminho seguro e necessário, devemos confiar, mesmo que seja o nosso bem mais precioso.


Vítor Ferreira Santos

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Latest comments

  • Falta acrescentar que não impede a transmissão do vírus, os vacinados transmitem o vírus, ou seja as restrições à circulação vão continuar e o fecho de escolas continuará apesar de estarem vacinados, decerto não será estranha a questão de conflito de interesses dos conselheiros médicos e epidemiologistas em relação aos fabricantes e a submissão da EMA às decisões da FDA e da NIH de Fauci.,
    Mais tarde e será de facto tarde, se saberá das consequências dos riscos superiores aos benefícios nas crianças e adultos saudáveis, apenas por ser conveniente ter um passaporte ou seja, a nova estrela de David.

  • Longe de mim pensar em submeter quem quer que seja, muito menos uma criança, a uma experiência, para falsamente, me sentir seguro.
    “Mais do que doentes, as crianças são transmissoras do vírus. Ouvimos este facto vezes sem conta.”
    Claro que ouviu vezes sem conta. Caso contrario não ia ver as crianças como uma ameaça.
    “…vacinar a nossa filha fará parte de ajudar um bem maior;…”
    Qual? dos adultos também era, no entanto temos a burra nas couves…
    “…esta vacinação terá de ser em massa, só assim terá o efeito pretendido.”
    A dos adultos ficou a léguas de conseguir o que quer que seja. Tem a certeza de que esta vai conseguir?
    “Num passado recente tivemos de ter a Ema em quarentena por 14 dias, fruto da infecção de uma professora,…”
    Há muitos casos destes. A professora fez os testes sorológicos para confirmar?
    “…a vacinação é sem sombra de dúvidas a nossa principal arma contra este vírus.”
    É capaz de provar o que afirma?
    “E se as nossas instituições o veem como um caminho seguro e necessário, devemos confiar,…”
    Devemos?… Os fabricantes não assumem a responsabilidade pelo que possa acontecer…
    Se é assim como diz deve ser-lhe fácil pedir, a quem diz que a “vacina” é segura, que assuma por escrito, a responsabilidade pelo que possa acontecer à sua pequenina.

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