A dissolução global

A dissolução do Parlamento português, decidida pelo presidente Marcelo Revê-lo de Sousa, em 4-11-2021, é uma metáfora da dissolução global que atravessamos. Virá mais dos mesmos e o povo com menos.

Mas que dissolução global? Dissolução religiosa, política, financeira, cultural, económica e social.

Dissolução religiosa com o enfileiramento da Igreja Católica no relativismo pós-moderno de raiz marxista. Uma adesão de consequência herética a que germina também na Sé que deve sempre ser Santa.

Dissolução política no totalitarismo politicamente correto, liberal nos costumes e socialista na economia, que despreza a realidade por crença no milenarismo climático, no fim da moral e na utopia igualitária.

Dissolução financeira por negligência dos governos na aceleração do crescimento da massa monetária, com o fabrico artificial de dinheiro e o impulso do vórtice inflacionista, acompanhados de despesismo do Estado e espiral de impostos.

Dissolução cultural com o desprezo de Deus e da natureza para serviço da distopia da “sociedade líquida” (de Bauman) de fluidez absoluta de valores, instituições e relações.

Dissolução económica com a aplicação do modelo socialista catastrófico de ócio da população e asfixia fiscal das empresas.

E dissolução social com o ateísmo marxista e maçónico-liberal, a desorganização familiar e a desagregação comunitária, a desordem pública, o desdém do direito natural, a violência criminal e a resignação dos justos.

Insisto, todavia: “se o sal se corromper, com que se há-de salgar?”.


António Balbino Caldeira

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