A chegada do inverno na Alemanha

Vai chegar o inverno e, como é natural, as necessidades energéticas vão aumentar, em especial na maior economia da Europa, a Alemanha.

Em julho, o ministro da economia da Alemanha, Robert Habeck, anunciou uma série de medidas para economizar energia e sobreviver à possível crise energética pela qual a Alemanha irá passar.

Agora, a 12-8-2022, em entrevista ao Süddeutsche Zeitung, Robert Habeck apresentou algumas novas medidas que podem ajudar a Alemanha a economizar energia.

A mais notável é o aquecimento dos edifícios públicos, que só poderá atingir a temperatura máxima de 19 °C, com duas exceções: hospitais e instituições sociais (creches, asilos, etc.). Os edifícios e monumentos não deverão ser iluminados à noite, disse o ministro da Economia.

Finalmente, “também precisamos de mais economias no mundo do trabalho”, acrescentou. As medidas previstas ainda não são conhecidas com precisão, uma vez que as discussões com os parceiros sociais estão em curso.

Há algumas semanas, Robert Habeck convidou as empresas a incentivar o teletrabalho para evitar ter que aquecer escritórios. Nessa altura, a opção de tornar obrigatório um certo número de dias de teletrabalho ainda não estava sobre a mesa. Por outro lado, já se previa legislar sobre a forma como os escritórios das empresas mais relutantes seriam aquecidos.

Algumas cidades na Alemanha não esperaram que as medidas anunciadas pelo governo federal passassem a leis para começarem a economizar energia. No final de julho, Hanover tornou-se a primeira grande cidade a introduzir medidas drásticas. Por exemplo, duches frios em academias, onde a temperatura da água não pode exceder os 15 °C. Além disso, os edifícios públicos só serão aquecidos entre 1 de outubro e 31 de março, com a temperatura máxima de 20°C.

As autoridades de Hanover também decidiram encerrar fontes públicas e não iluminar grandes edifícios e monumentos turísticos à noite. Outras cidades optaram ainda por interromper a iluminação noturna, incluindo a capital, Berlim.

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Sub-diretor do Inconveniente

Latest comments

  • O que eu ainda não li em sitio nenhum, é, no total do consumo de uma cidade que percentagem é que se espera poupar com estas iniciativas legisladas? Sabe-se, ou primeiro faz-se e depois se vê?

      • Fiz exactamente essa comparação, até hoje ainda ninguém apontou um número para a eficácia da máscara ou dos confinamentos. Embora o nosso presidente se tenha fartado de martelar no “achatamento” da curva de contágios, facto é que depois de terminados os confinamentos, os números de novos contágios continuaram a descer sustentadamente durante alguns meses, em nenhum caso se retomou o aumento do número de contágios nas semanas ou meses seguintes, por isso nem sei se será possível provar-se que os confinamentos tenham servido para alguma coisa, apesar de intuitivamente deduzir-se que sim.
        No caso da electricidade, não deve ser uma incógnita o consumo de uma cidade, as empresas fornecedoras devem saber quanto estão a fornecer e as entidades publicas também devem ou deviam saber quanto estão a gastar e a pagar em cada momento. Talvez esses números não sejam divulgados por estarmos a falar de um grão de areia no deserto.
        Para mim faria sentido dizer-se que precisamos consumir menos 20%, 30% ou 50%, seja lá o que for, e despois propor-se esse objectivo e alguém dizer que com estes “apagões” vamos conseguir 2% ou 5% ou 10%. Assim como tem sido apresentado parece uma coisa um bocado tonta ou então sabe-se perfeitamente que não será suficiente ou que será mesmo insignificante.

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