A caça às bruxas do século XXI

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Trotski, já dizia: «Quem tem a comunicação social nas mãos, tem o povo».

A mentira mais perigosa é a que vem de alguém que nos parece credível e que nos entra em casa diariamente. As pessoas que têm a televisão como companhia também a têm como arauto da verdade. Nunca, como hoje, a caixinha “que mudou o mundo” formatou, influenciou e alienou tantos cidadãos. Nunca, como hoje, a censura esteve tão activa e a informação, ou desinformação, tão controlada por quem nos governa.

O jornalismo está em estado de coma. A maior parte dos jornalistas e dos articulistas de opinião, que escrevem nos jornais e revistas e fazem programas nas rádios, formaram-se no ensino estatal e são militantes activos da sinistra (esquerda, em italiano). Os que não o são e conseguem que um ou outro órgão de comunicação social, que não se vendeu ao sistema, publique notícias que não saem nos mass média cá do burgo bem as suas opiniões fora do politicamente correcto, são alvo de ataques pessoais e de tentativas de cancelamento por parte de alguns activistas militantes das causas fracturantes, que não admitem o contraditório e cuja ideologia só avança porque faz parte da sinistra agenda política.

Fazer reportagens que duram horas, para depois montar peças de poucos minutos nas quais selecionam frases e palavras, muitas vezes retiradas do contexto e realinhadas de forma a denegrir aqueles que, gentilmente, acederam fazer a reportagem com a esperança de que a verdade seja conhecida de todos, é a coisa mais fácil deste mundo e, para os que colaboram com a imposição de uma agenda ideológica que paga muito bem e é promovida pela força política no poder… Vale tudo.

Afinal, pensam alguns “jornaleiros” dos nossos dias, estamos do lado certo da força, certo?

ERRADO!

O lado certo da força é, sempre foi, e continuará a ser a VERDADE.

Já passei por isso e, acredite, é muito complicado. Mas, não vou falar no meu caso. Vou recordar um triste e lamentável episódio, que aconteceu no dia 11 de Janeiro de 2019, na TVI e na TVI24, e que foi um dos maiores ataques de que tenho memória a pessoas e a uma instituição — no caso, a uma religião [que nem sequer é a minha] que não se rende à cultura nem às pseudo-ciências na questão abordada — em prol da agenda ideológica elgebetista de género, que nos está a ser enfiada goela abaixo e a destruir a identidade/sexualidade dos seres mais frágeis da nossa sociedade: as crianças.

A tentativa de queimar, literalmente, o Dr. Abel Matos Santos e a Dra. Maria José Vilaça em praça pública fez-me lembrar um auto-de-fé, sem fogo, mas com a clara intenção de matar a reputação dos dois profissionais de saúde. Graças a Deus, ambos saíram de cena e deixaram os acusadores a falar sozinhos.

Convidar dois profissionais de saúde que não são pró-agenda elgebetista e permitir que outros dois profissionais de saúde, claramente pró lgbtetc. (a psicóloga fazia parte da Ass. Feminista CAPAZES e nem sequer estaria inscrita na Ordem dos Psicólogos), atacassem vergonhosamente a fé da Drª Maria José Vilaça –  como se ela não pudesse ser psicóloga por ser católica — foi uma amostra da agressividade e da falta de tolerância da militância ideológica, que rejeita a ciência e tenta impedir que os seus potencias militantes sejam ajudados a pedido destes. Ouvir uma psicóloga afirmar que a prática homossexual é igual à prática heterossexual é surreal. E, sim, pessoas adultas podem fazer sexo com quem quiserem (menos com crianças, claro), e eu não tenho nada com isso. Mas, a relação homossexual não é igual à relação heterossexual. Só a relação sexual entre um homem e uma mulher – heterossexual – produz vida e garante a continuidade da espécie. A outra é estéril. Portanto, uma relação sexual que, caso fosse praticada pela maioria levaria fatalmente à extinção da espécie humana, não pode ser igual à que, naturalmente, garante a continuidade da espécie.

A homossexualidade é uma doença?

Numa época em que se investigam Ecossistemas para que se possa respeitar a sua integridade e não os destruir, em que a ciência procura descobrir os melhores métodos/tratamentos para manter a saúde – e todos são unânimes em afirmar que tal só é possível se as leis do corpo forem respeitadas – a sexualidade humana é a única que anda ao contrário e exige uma auto-determinação, que não respeita as leis do corpo, mas obedece cegamente aos sentimentos.

Hoje, depois da pressão do lóbi lgbtetc. para retirar a homossexualidade do CID9 [Classificação Internacional de Doenças] e de já não constar no CID10 como tal,  é crime dizer que a homossexualidade é uma doença ou que a pessoa que sente atracção sexual por pessoas do mesmo sexo pode mudar a sua orientação. Para o lóbi, a homossexualidade é uma condenação vitalícia mesmo para aqueles que não se aceitam e querem ajuda para mudar.  

Mas, como cristã, eu não creio que a homossexualidade seja uma doença que pode ser tratada com medicamentos. Para mim, que creio em Deus e na Sua Palavra, é pecado. Ora, como a Bíblia afirma que o pecado é a mais terrível doença, que afecta e contamina o género humano e a própria natureza, sim, posso dizer que é doença, mas só nesse sentido. E, sim, já nasce com a pessoa no sentido em que TODOS nascem pecadores. Nuns, o pecado manifesta-se de uma maneira, noutros, de outra.

E, porque é que é pecado?

«Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou activos, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus.» (1 Coríntios 6:9)

Porque a Escritura, que para o cristão, repito, é a Palavra de Deus, nos diz que Deus criou o Homem e a Mulher para O glorificar e gozar dEle para sempre. Como Criador, Ele uniu o Homem à sua Mulher e ordenou-lhes que se multiplicassem. Nada mudou. Ainda hoje, e até que Jesus Cristo volte e redima a criação caída (por causa da desobediência) o Criador exige que as suas criaturas Lhe obedeçam. Quando vivemos para satisfazer os nossos próprios apetites, sejam eles de que natureza forem, em detrimento do que Deus ordena, pecamos. Esta é a crença e a visão de qualquer cristão convertido a Cristo.

Onde está a tolerância — dos que tanto gritam por ela — para com pensamentos e modos de vida contrários aos que defendem?

A homossexualidade tem cura?

O apóstolo Paulo disse que sim, que há cura em Cristo:

«Assim foram alguns de vocês. Mas vocês foram lavados, foram santificados, foram justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus.» (1 Coríntios 6:11)

Humanamente falando, não creio que haja “cura” sem que haja o desejo do próprio em deixar a prática. Aliás, como o avanço do lóbi elgebetista e com a sua infiltração na igreja, há cada vez mais pessoas a não verem qualquer mal na homossexualidade. Muitos alegam que se a pessoa é feliz assim… O problema é que ninguém é feliz vivendo em desobediência a Deus e sob a sua ira.

Só Jesus Cristo pode salvar o ser humano do poder do pecado na sua vida. Ora, como cremos que tudo o que se desvia do plano e propósito de Deus para a sua criação é pecado, só mesmo o Autor e Consumador da salvação pode “curar” a homossexualidade e todos os demais pecados que aprisionam, oprimem e matam o ser humano.

De acordo com testemunhos dos próprios, é eticamente condenável não reconhecer que muitos homossexuais têm sido libertos da prática da homossexualidade. É indecente afirmar que, entre pessoas sujeitas a “tratamentos” — que as próprias buscaram — há mais suicídios, mas nunca mencionar que o número de suicídios cometidos por homossexuais é muito mais elevado do que o cometido por heterossexuais (e, não, a culpa não é da sociedade, mas sim efeito do pecado). É reprovável nunca mencionar as doenças que a prática homossexual potencia nos seus praticantes, etc.

Culpar a “falta de tolerância” — quando, na verdade, querem dizer APROVAÇÃO E ELOGIO da prática homossexual — do elevado número de suicídios na comunidade homossexual, não é só ridículo, mas também perigoso.

Por quê?

Porque, de acordo com esse ponto de vista, se eu, cristã, me sentir perseguida porque me auto-percebo como cristã, defendo os valores cristãos e vejo a intolerância a abater-se sobre os cristãos, me suicidar… A culpa é dos islâmicos, dos ateus, dos homossexuais e das minorias, que não aprovam o que os cristãos pensam nem elogiam as suas práticas?

Posto isto, defendo que:

NINGUÉM é obrigado a procurar ajuda se crê que não tem problema algum e se sente bem.

NINGUÉM é obrigado a crer no cristianismo e nos seus ensinos.

NINGUÉM é obrigado a submeter-se ao que quer que seja, contra a sua vontade.

NINGUÉM deve impor a alguém, adulto, aquilo que esse alguém não quer.

Não acredito em qualquer tipo de tratamento humano que cure o pecado no ser humano, seja ele qual for.

A proibição, exigida pelo lóbi lgbtetc., de proibir as ditas Terapias de conversão, que na verdade pretendem impedir as pessoas de procurarem profissionais de saúde para as ajudar nas suas dificuldades e aprisiona  essas pessoas numa espécie de fatalidade, é puramente ideológica e INQUALIFICÁVEL!

No programa da TVI, que mencionei no início deste artigo, usou-se (não digo que instrumentalizou porque não o posso afirmar) o sentimento de rejeição de alguém — que foi abandonado por quem pediu ajuda à igreja e a profissionais de saúde –  para diabolizar quem ajuda aqueles que procuram ajuda. Perceber que alguém se INFILTROU, fingindo procurar auxílio, e abusou da boa fé das pessoas com a intenção de denunciar algo em que não acredita, algo que parece ter resultado com quem buscou ajuda e não quis manter o relacionamento homossexual, é bárbaro. O jovem USADO não era católico, não acreditava que a homossexualidade é pecado e rejeitava a ideia da pessoa com quem tinha um relacionamento ter o direito de procurar ajuda profissional para mudar a sua orientação sexual, portanto, e de acordo com o que o próprio, ficou mais do que claro que apenas quis vingar-se de quem procurou ajudar o ex-namorado de acordo com o que o próprio buscou.

De acordo com o denunciante, que quis preservar a sua identidade, mas que invadiu, com más intenções, a privacidade dos outros: “foi complicado porque estava infiltrado e tinha que recolher imagens!” Ou seja, o que a reportagem pretendia era levar o povo a acreditar nas queixinhas do próprio, compadecendo-se do fim de um tão grande “amor”, e forçar a opinião pública a render-se ao lóbi lgbtetc, não só tolerando, mas também aprovando a conduta homossexual e elogiando-a.

Infiltrado? Por quem? Para quê? Isto dos directos…

Termino, dizendo que a perseguição, a caça e a tentativa de silenciar cristãos e não cristãos, que defendem a moral e os valores cristãos, continua a dar passos de gigante rumo ao caos social, à Sodoma e Gomorra do século XXI.

Nenhum cristão, que realmente viva e entenda o Evangelho, odeia, persegue ou tenta forçar à conversão e à fé quem quer que seja. Cura do pecado — seja ele qual for — é obra de Jesus Cristo.

Amar os pecadores, orar por eles e pregar-lhe o Evangelho é a comissão dada a cada cristão pelo próprio Deus; convertê-los é obra divina.

Qualquer tentativa de forçar pessoas adultas a fazer algo que não querem, é violência e deve ser denunciada e criminalizada. Ajudar quem nos procura, como cristãos e/ou profissionais de saúde conhecidos pela sua fé e pelo que pensam relativamente a certos assuntos, é um dever moral e cívico. Mal vai o mundo se um cristão não puder procurar um psicólogo cristão, e um não cristão procurar um não cristão…

Se o jovem INFILTRADO desejava aprovação para as suas práticas, qualquer um dos outros dois profissionais de saúde ali presentes, e muitos outros, o poderiam ajudar a sentir-se melhor consigo mesmo e a deixar de lado o desejo de vingança contra aqueles que, pelo que nos foi dado perceber, se limitaram a ajudar quem os procurou com um pedido de ajuda.

A psiquiatra pró-lgbtetc. deveria saber que o cristão é um ser inteiro e não dualista, que vive e age e como cristão em qualquer profissão, lugar ou contexto.

Dizer que alguém pode ser infeliz se não permanecer homossexual, que ninguém deixa de ser homossexual, que a homossexualidade é normal e até desejável, são OPINIÕES PESSOAIS apregoadas por militantes da causa. Continuarei a respeitar as pessoas, mas NINGUÉM me pode obrigar a defender, acreditar e concordar com as suas opiniões, da mesma forma que não obrigo NINGUÉM a concordar com as minhas.

A caça aos cristãos, que defendem os valores morais bíblicos, é cada vez mais acirrada e vai intensificar-se cada vez mais. Se nós, cristãos, não nos levantarmos contra esta tentativa de imposição de uma ideologia destrutiva, pagaremos um alto preço.

Amar as pessoas, sejam quais forem as suas orientações?

SIM.

Dizer ámen ao que consideramos pecado e aceitá-lo como se as suas consequências não fossem tão trágicas?

JAMAIS.

«Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz (Porque o fruto do Espírito está em toda a bondade, e justiça e verdade); aprovando o que é agradável ao Senhor. E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as. Porque o que eles fazem em oculto até dizê-lo é torpe. Mas todas estas coisas se manifestam, sendo condenadas pela luz, porque a luz tudo manifesta.» Efésios 5:8-13


Maria Helena Costa

*A autora escreve segundo a anterior norma ortográfica.

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Latest comments

  • Lamento profundamente que um jornal que me habituara a apreciar resvale para a proliferação de artigos deste teor!
    Sob a capa da defesa da liberdade, surge a mais descabelada afirmação de um Deus que eu, Católica, desconheço. O Deus zangado e castigador do Antigo Testamento. O direito de simples humanos julgarem e condenarem os outros pelo uso do livre arbítrio que o Deus ( um Deus bondoso e de amor) concedeu às suas criaturas. Não cabe ao pobre humano julgar ou condenar o próximo. Esse é o papel reservado ao Criador!
    Espero bem que não se confunda o combate político com a afirmação religiosa. Trata- se duma ” união” que nunca deu bons frutos. Quero também repudiar a insistência na palavra ” pecado”, como se o Espírito Santo tivesse descido sobre a articulista, que, aliás, ostenta um facies tão zangado que afugenta mais do que chama hipotéticos fiéis para a sua IURD, ou seja qual for a associação fanática a que pertence.

    • Um pêssego Bergoliano . . . certamente 😊

    • Boa tarde Isabel, sou ateu e em termos gerais partilho a sua opinião sobre o artigo, mas discordo da sua condenação do “jornal” por me dar algo de que talvez eu não goste ou concorde tanto, porque é exactamente essa a mais-valia deste tipo de imprensa, dar voz ás opiniões minoritárias ou politicamente incorrectas, quanto ao resto, discutir a cronista em vez da crónica, para mim é assunto estéril e sem interesse, uma simples cusquice.

      • Tem toda a razão quanto ao jornal. Quanto à cusquice, só surgiu após leitura da entrevista concedida pelo filho da articulista. Tudo o que é violência doméstica me tira do sério.
        Não posso ver espancar nem um animal, quanto mais uma pessoa. Não vi, mas li, inclusive a confirmação das “chapadas”. Talvez faça parte da noção de ” família conservadora”!
        Obrigada pelo seu comentário.

  • Olá Isabel, boa tarde!
    Não tenho o hábito de responder a comentários aos meus artigos, mas não posso deixar de responder ao seu, pois considero-o um ataque à minha fé:
    1. Há um só Deus, o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Autor e Consumador da salvação de todo aquele que nEle crê. Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Não há um Deus no AT e outro no NT, pois em Deus não há sombra de mudança.
    2. Eu não condeno ninguém, pois não sou Deus. Não uso capas, não me escondo atrás de rótulos e todos os textos bíblicos usados no artigo são do Novo Testamento e, que eu saiba, nem a Bíblia nem a Igreja mudaram o significado de pecado. Usar o “livre arbítrio” para pecar não é sábio. Aliás, o livre arbítrio do homem sem Deus leva-o sempre a pecar.
    3. A Palavra de Deus ordena que julguemos todas as coisas segundo a recta justiça «Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça.» (João 7:24)
    4. Tudo o que um cristão faz, fá-lo de acordo com a sua fé. Todas as afirmações de um cristão são necessariamente cristãs. Se assim não for, estamos diante de um falso cristão.
    5. Se não gosta de ler a palavra pecado, é melhor rasgar todas as passagens da Bíblia onde Jesus e todos aqueles que escreveram os livros/cartas do NT falaram de pecado. Não sobrará quase nada. Se o ser humano não tiver consciência da sua miséria [pecado] morrerá nela.
    6. Sim. O Espírito santo habita em mim, tal como habita em todos aqueles que convence do pecado, da justiça e do juízo. Ele habita em todos os filhos de Deus, naqueles que Jesus Cristo salvou, salva e salvará.
    7. Quanto ao insulto pessoal, diz muito mais sobre si do que sobre mim.

    • Minha cara senhora. Desculpe mas nem sequer tenho paciência para o seu arrazoado. Passe bem com as suas teorias e auto-convencimento.
      Quanto à sua opinião sobre a minha pessoa, é – me completamente indiferente.
      ” ainda que eu dê o meu corpo para que seja queimado (…), se não tiver Amor, de nada me aproveita”. Pense nisso e tenha uma boa noite!

      • Ora aqui está uma autoidentificada cristã exemplar. Com discernimento e vontade de procurar a verdade através da argumentação.

  • Você não é católica. Se fosse submetia-se à autoridade da Igreja e aos ensinamentos do magistério; e nenhum deles é compatível com o que enumerou aqui:

    1. “O Deus zangado e castigador do Antigo Testamento”: Há mais do que um deus na Escritura? Se há mais do que um, qual deles é o verdadeiro? É isto que o magistério ensina? Claro que não. E o AT não é revelação de Deus? Não têm autoridade como fonte para extrair doutrina cristã? Claro que tem. Não faz parte dos ensinamentos do magistério limitar a autoridade ao NT. Aliás se fosse assim, porque é que Jesus o cita? Porque é que os apóstolos o citam nas cartas como fonte de autoridade religiosa?

    O magistério ensina: “121. O Antigo Testamento é uma parte da Sagrada Escritura de que não se pode prescindir. Os seus livros são divinamente inspirados e conservam um valor permanente (99), porque a Antiga Aliança nunca foi revogada. 122. Efectivamente, «a “economia”do Antigo Testamento destinava-se, sobretudo, a preparar […] o advento de Cristo, redentor universal». Os livros do Antigo Testamento, «apesar de conterem também coisas imperfeitas e transitórias», dão testemunho de toda a divina pedagogia do amor salvífico de Deus: neles «encontram-se sublimes doutrinas a respeito de Deus, uma sabedoria salutar a respeito da vida humana, bem como admiráveis tesouros de preces»; neles, em suma, está latente o mistério da nossa salvação» (100). 123. Os cristãos veneram o Antigo Testamento como verdadeira Palavra de Deus. A Igreja combateu sempre vigorosamente a ideia de rejeitar o Antigo Testamento, sob o pretexto de que o Novo o teria feito caducar (Marcionismo).”

    2. “O direito de simples humanos julgarem e condenarem os outros pelo uso do livre arbítrio que o Deus ( um Deus bondoso e de amor) concedeu às suas criaturas. … Esse é o papel reservado ao Criador! “: Não temos apenas a liberdade, temos o dever de julgar. Condenar isso sim é com Deus no fim dos tempos. Se não julgássemos no dia a dia como poderíamos obedecer a Deus e fazer aquilo que Ele espera de nós? Se não fizéssemos distinções entre o que é virtuoso e maligno como poderíamos praticar boas ações? Amar Deus e ao próximo como Ele espera de nós? Não podíamos. Amor não é só um sentimento, é algo que se pratica também com a nossa faculdade de julgar.

    O magistério ensina: “2083. Jesus resumiu os deveres do homem para com Deus nestas palavras: «Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com toda a tua mente» (Mt 22, 37) (1). Elas são um eco imediato do apelo solene: «Escuta, Israel: o Senhor nosso Deus é o único» (Dt 6, 4). Deus foi o primeiro a amar. O amor do Deus único é lembrado na primeira das «dez palavras». Em seguida, >>os mandamentos explicitam a resposta de amor que o homem é chamado a dar ao seu Deus.<>evitam o pecado<< e, se o cometeram, entregam-se como o filho pródigo (1) à misericórdia do Pai dos céus (Artigo 8). Atingem, assim, a perfeição da caridade."; "1733. Quanto mais o homem fizer o bem, mais livre se torna. Não há verdadeira liberdade senão no serviço do bem e da justiça. A opção pela desobediência e pelo mal é um abuso da liberdade e conduz à escravidão do pecado (31).". Como é que um cristão sabe se está a desobedecer se nem sequer está preparado para admitir o que é e não é pecado? Não sabe obviamente.

    A Mª Helena pode ser evangélica, e não se submeter ao magistério, mas comparada consigo está mais dentro da Igreja que você.

    • “Você não é católica. Se fosse submetia-se à autoridade da Igreja e aos ensinamentos do magistério; e nenhum deles é compatível com o que enumerou aqui: …”
      Não nos deu Deus o livre arbítrio?
      Para ser católico tenho de me submeter, cegamente, à autoridade da Igreja?
      Igreja e religião são a mesma coisa?

      • “Não nos deu Deus o livre arbítrio?”

        — Sim. Qual é o argumento?

        “Para ser católico tenho de me submeter”

        — Não. Não precisa nem deve se submeter *cegamente*, deve-se submeter *percebendo* ao que é que se está a submeter. Mas para ser católico precisa de se submeter ao magistério:

        “87. Os fiéis, lembrando-se da palavra de Cristo aos Apóstolos: ‘Quem vos escuta escuta-me a Mim’ (Lc 10, 16) (53), recebem com docilidade os ensinamentos e as directrizes que os seus pastores lhes dão, sob diferentes formas.
        88. O Magistério da Igreja faz pleno uso da autoridade que recebeu de Cristo quando define dogmas, isto é, quando propõe, dum modo que **obriga o povo cristão a uma adesão irrevogável de fé**, verdades contidas na Revelação divina ou quando propõe, de modo definitivo, verdades que tenham com elas um nexo necessário.”

        “Igreja e religião são a mesma coisa?”

        — Não.

        Do Dicionário Católico Moderno:

        Religião: “A virtude moral pela qual uma pessoa está disposta a prestar a Deus a adoração e o serviço que merece. … A religião também é uma composição de todas as virtudes que surgem da relação de um ser humano com Deus como autor de seu ser … . A religião corresponde, assim, à prática da piedade em relação a Deus como Criador do universo.”

        Igreja: “Como comunidade de crentes, a Igreja é a assembleia (‎‎ekklesia‎‎) de todos que acreditam em Jesus Cristo. … Desde o Concílio de Trento, a Igreja Católica tem sido definida como uma união de seres humanos que estão unidos pela profissão da mesma fé cristã, e pela participação e nos mesmos sacramentos sob a direção de seus pastores legais, especialmente do único representante de Cristo na terra, o Bispo de Roma. Cada elemento nesta definição destina-se a **excluir todos os outros da adesão real e vital na Igreja Católica, ou seja, apóstatas e hereges que não professam a mesma fé cristã, não-cristãos que não recebem os mesmos sacramentos, e cismáticos que não são submissos aos pastores legais da Igreja sob o Bispo de Roma.**

        • Obrigado. Acho que fiquei esclarecido. Embora vá “remoendo” o que disse.

          • De nada Carlos, sempre às ordens .

      • Não, não são. Todo o humano é falível, inclusive, como se vai vendo, o Clero. E os fanáticos são, sem sombra de dúvida, os piores. No formidável filme ” A Missão” , que já por aqui referi em artigo, transparecem claramente as escolhas que se apresentam a qualquer Cristão que não abdique do seu discernimento.

        • É exactamente por esse motivo, por sermos todos falíveis, que Jesus precisou de vir morrer em nosso lugar, para pagar pelos nossos pecados para que não tenhamos de ser condenados, mas possamos viver eternamente com Ele. Se fôssemos bons, podíamos conquistar a salvação sozinhos e Jesus não necessitava de ter passado por tudo o que passou. O facto de a senhora mencionar um filme, ao invés da Palavra de Deus, para dar continuidade a esta discussão, por si só dizem muito. Tudo bem não querer crer na Bíblia, está no seu direito, mas não se declare como cristã quando se opõe ao mais centrais princípios do Cristianismo!

  • Um excelente artigo , “shared” no Gettr✅

  • Excelente artigo.

  • Este artigo é uma aberração.
    Deveria sim apoiar o seu filho homossexual que repudiou……. enfim….

    • Apoiá-lo no quê?

    • Tem toda a razão, Lisa! A ser verdadeira a agressão física e psicológica exercida sobre o próprio filho, a pessoa em causa deveria ser julgada por violência doméstica (juntamente com o cristianíssimo marido). A César o que é de César e a Deus o que é de Deus.
      Fica explicada a aberrante e fanática argumentação por parte de quem não será, julgo, Teóloga ou Psicóloga. Aliás nem se percebe que formação académica terá eventualmente, se alguma.
      O que transparece de toda esta tristíssima história é mais matéria de seita do que de Religião e não me surpreenderia se uma mãe que assim trata e deixa tratar um filho, venha a ter um dia a surpresa de se ver num dos círculos do Inferno descrito por Dante.

      • “Fica explicada a aberrante e fanática argumentação”

        — Aberrante e fanática porque?

        “quem não será, julgo, Teóloga ou Psicóloga.”

        — E então? Qual é o argumento?

        “Aliás nem se percebe que formação académica terá eventualmente, se alguma.”

        — Sim e então? Se calhar não tem, qual é o seu argumento?

        ” mais matéria de seita do que de Religião”

        — Porque é mais matéria de seita que religião?

        “não me surpreenderia se uma mãe que assim trata e deixa tratar um filho”

        — Vamos assumir que o que o filho contou no jornal 74 é verdade. E agora, como é que esse assumido facto torna a posição da Mª Helena falsa ou implausível?

        • Recordo o amentável papel da Ordem Dominicana nos Autos-de-Fé, que deixaram no Rossio e em outros lugares de martírio a sua sombra negra. Infelizmente, confere, há coisas que não mudam.nunca!
          Abandono esta triste conversa como os actuais Torquemadas.

          • Não respondeu a nenhuma das perguntas. Tudo bem.

          • Mistura um pseudónimo com o nome de uma instituição, boa ou má, não interessa para o efeito.

            Que estranha literacia … ou é só cólera?

  • O meu filho mais novo exerce o seu livre-arbítrio como muito bem entender e responderá pelos seus actos/atitudes diante de Deus. O que os seus manipuladores querem, sei eu. Como mãe, que responderá diante de Deus por cada acto/atitude, jamais exporei o meu filho em praça pública. Os actos ficam sempre com quem os pratica.
    As suas acusações, mais uma vez, mostram ao que vem e revelam o seu carácter.
    Quando não tem argumentos, ataca os da própria fé. Que vergonha.

    • Ao que venho? Simplesmente a lamentar a sua mentalidade. Pelos vistos, não se envergonha de ter maltratado o seu filho. Que vergonha!
      E não, não respondo a fanáticos que decoram as Sagradas Escrituras, por delas precisarem como argumento de autoridade, já que, por si mesmos, só convencem incautos. Quando quero debater questões teológicas,busco um sacerdote cuja postura moral e sabedoria valham o meu precioso tempo. Também gosto de ler as descobertas de Frederico Lourenço, ao traduzir a Bíblia do Grego. Ah, mas é gay. Inferno com ele e, já agora, comigo, que sou recusada e recusei uma proposta de alguém do Opus Dei para anular o anterior casamento. Não há nada a anular, já que existiu e deu frutos. Meu Deus, o Inferno de certos Torquemadas deve estar superlotado! Tenho pena de quem pensa e vive como se estivéssemos na Idade Média.

  • * recasada

  • Dona Maria Helena Costa
    Excelente artigo.
    Parabéns pela coragem.
    Continue 🙂

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