A arte de fabricar heróis de esquerda

© Pexels via Pixabay

Os média portugueses gostam de cuidar bem dos donos do país. E os donos são, como sabeis, aquela malta que faz vida a gravitar em torno do PS. Quando um deles falece, todos querem aparecer em público, a choramingar, olhos húmidos, beiços a tremelicar, perorando sobre as quase divinas virtudes, enormes qualidades, que o falecido possuía. Uma enorme perda para o país. Uma figura insubstituível.

Não há noticiário que se limite a emitir um obituário. Seria visto como uma falta de gratidão pela grandeza da figura que agora deixa os portugueses órfãos. Nada menos do que isso é esperado por parte de um Povo pouco exigente.

Antes, o que se espera dos média é que abram os noticiários repisando as qualidades do falecido, dando espaço aos encómios dos correligionários e repetindo os depoimentos até à exaustão.

Quem olhe para os encómios, sem saber do que se trata, julga estar num país comunista, tal a quantidade de correligionários atormentados pela partida de um grande líder.

Faleceu Jorge Coelho, antigo dirigente do PS, um homem que foi deputado, ministro e comentador político. Movia-se agilmente em todos os quadrantes políticos. Depois de largar a pasta ministerial, ocupou cargos de administração em grandes empresas, daquelas que têm o Estado como grande cliente, e foi ele próprio um empreendedor, ao criar uma empresa de produção de queijos. Faleceu de paragem respiratória súbita no dia 7 de Abril, na Figueira da Foz. Paz à sua Alma.


Ramiro Marques
* O autor segue a ortografia anterior

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Latest comments

  • Faleceu um tipo que nada adiantou ao país, há muitos como ele por aí, já foi. Nada fez pelo país e pela Nação, apenas tratou da sua vidinha que se finou que descanse em paz como qualquer mortal que se finou.

  • Sem dúvida

  • Falando com amigos e familiares sobre a morte, pedi-lhes que após a minha morte, se forem meus amigos e intelectualmente honestos, que digam a verdade sobre a minha pessoa, até porque sei que vou ter rezar uns três milhões e meio de Avé-Marias e Pai-Nossos. Mas, sem feijanitos debaixo dos joelhos.
    Quanto à “Paz às nossas almas” segundo o livro “A viagem das almas*” é um bocado mais complicado pois vamos estar perante uma entidade que sabe cada segundo da nossa vida passada e vamos nós ser os nossos juízes. Parece que não há como fugir com a rabo à seringa (não estou a falar de vacinas…).
    Adeus paz, vai levar tempo a lá chegar.

    * https://www.bertrand.pt/livro/a-viagem-das-almas-michael-newton/84143

  • “Quem olhe para os encómios, sem saber do que se trata, julga estar num país comunista(…)”… e julga bem, infelizmente!

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